Presidente do TSE? Ministro do STF? Não, advogado de Temer

"Está claro que Gilmar Mendes abdicou dos papeis de ministro do STF e presidente do TSE para se transformar em defensor do governo Temer nas questões da Lava Jato. É por isso que chama para briga Rodrigo Janot, o principal algoz do governo, que denunciou ao STF nove ministros de Temer (ao que se sabe até agora) e inúmeros deputados e senadores da base de apoio ao governo", escreve Alex Solnik, colunista do 247; "Assim não há governo que aguente", avalia o jornalista; "Ou o governo acaba com Janot ou Janot acaba com o governo"

"Está claro que Gilmar Mendes abdicou dos papeis de ministro do STF e presidente do TSE para se transformar em defensor do governo Temer nas questões da Lava Jato. É por isso que chama para briga Rodrigo Janot, o principal algoz do governo, que denunciou ao STF nove ministros de Temer (ao que se sabe até agora) e inúmeros deputados e senadores da base de apoio ao governo", escreve Alex Solnik, colunista do 247; "Assim não há governo que aguente", avalia o jornalista; "Ou o governo acaba com Janot ou Janot acaba com o governo"
"Está claro que Gilmar Mendes abdicou dos papeis de ministro do STF e presidente do TSE para se transformar em defensor do governo Temer nas questões da Lava Jato. É por isso que chama para briga Rodrigo Janot, o principal algoz do governo, que denunciou ao STF nove ministros de Temer (ao que se sabe até agora) e inúmeros deputados e senadores da base de apoio ao governo", escreve Alex Solnik, colunista do 247; "Assim não há governo que aguente", avalia o jornalista; "Ou o governo acaba com Janot ou Janot acaba com o governo" (Foto: Alex Solnik)

Está claro que Gilmar Mendes abdicou dos papeis de ministro do STF e presidente do TSE para se transformar em defensor do governo Temer nas questões da Lava Jato.

É por isso que chama para briga Rodrigo Janot, o principal algoz do governo, que denunciou ao STF nove ministros de Temer (ao que se sabe até agora) e inúmeros deputados e senadores da base de apoio ao governo.  

Assim não há governo que aguente.

Ou o governo acaba com Janot ou Janot acaba com o governo.

Gilmar Mendes repete, grosso modo, Marcio Thomaz Bastos que atuou como o grande conselheiro de  Lula no episódio do mensalão.

A diferença é que Bastos era o ministro da Justiça, fazia parte do governo, portanto o seu papel de defensor do governo não causava tanta perplexidade.

O caso de Gilmar Mendes é muito mais absurdo. Ele preside o Tribunal Superior Eleitoral no qual Temer está sendo processado por abuso de poder econômico nas eleições passadas; faz parte do colegiado que se prepara para julgar no mais alto órgão da Justiça brasileira peças fundamentais do governo Temer.

Ocupante desses dois cargos, ele deveria, a rigor, manter uma boa distância de Temer, demonstrando, assim, a sua isenção e imparcialidade.

No entanto, para espanto dos que observam a vida política brasileira, ele não se vexa em viajar ao lado de Temer no avião presidencial, em manter encontros secretos com ele e com Moreira Franco, o Angorá da Odebrecht, em comparecer a jantares com investigados na Lava Jato e em levantar teses em entrevistas que ajudam os investigados, como a descriminalização do caixa 2.

A comparação de  sua atuação com a dos demais ministros, seus colegas de STF é chocante. Os outros, sem exceção, são discretos, preferem falar nos autos, quando falam à imprensa nunca emitem juízo de valor, não julgam antes do julgamento, não sobem nas tamancas, não levantam bandeiras políticas, enquanto ele faz política o tempo todo, a serviço do consórcio PMDB-PSDB.

Não sei se falta alguma coisa para declará-lo suspeito em qualquer votação do STF que envolva governo ou aliados do governo.

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