Prisão de Joesley agrava situação de Temer

"A prisão de Joesley só reforça a segunda flechada de Janot em Temer, que está engatilhada segundo anunciam os tambores, tanto se for por obstrução da Justiça quanto por chefiar quadrilha. Ou ambas. A coleção de malas Louis Vuitton de Geddel deverá ser 'la pièce de resistance'", diz o colunista do 247 Alex Solnik sobre a decisão ministro Edson Fachin de mandar prender o dono da JBS e o diretor da empresa Ricardo Saud; "Joesley foi preso agora por ter cometido, por uma barbeiragem, não o crime alegado por Janot – omissão de informações – o que não fica muito claro na gravação de quatro horas - e sim por ter achincalhado quatro ministros do STF e o próprio Janot, insinuando que são compráveis", diz Solnik

"A prisão de Joesley só reforça a segunda flechada de Janot em Temer, que está engatilhada segundo anunciam os tambores, tanto se for por obstrução da Justiça quanto por chefiar quadrilha. Ou ambas. A coleção de malas Louis Vuitton de Geddel deverá ser 'la pièce de resistance'", diz o colunista do 247 Alex Solnik sobre a decisão ministro Edson Fachin de mandar prender o dono da JBS e o diretor da empresa Ricardo Saud; "Joesley foi preso agora por ter cometido, por uma barbeiragem, não o crime alegado por Janot – omissão de informações – o que não fica muito claro na gravação de quatro horas - e sim por ter achincalhado quatro ministros do STF e o próprio Janot, insinuando que são compráveis", diz Solnik
"A prisão de Joesley só reforça a segunda flechada de Janot em Temer, que está engatilhada segundo anunciam os tambores, tanto se for por obstrução da Justiça quanto por chefiar quadrilha. Ou ambas. A coleção de malas Louis Vuitton de Geddel deverá ser 'la pièce de resistance'", diz o colunista do 247 Alex Solnik sobre a decisão ministro Edson Fachin de mandar prender o dono da JBS e o diretor da empresa Ricardo Saud; "Joesley foi preso agora por ter cometido, por uma barbeiragem, não o crime alegado por Janot – omissão de informações – o que não fica muito claro na gravação de quatro horas - e sim por ter achincalhado quatro ministros do STF e o próprio Janot, insinuando que são compráveis", diz Solnik (Foto: Alex Solnik)

Ninguém sabe direito porque Joesley não foi preso nem por um dia ao confessar, em maio, ter subornado mais de 1800 políticos de todos os calibres, inclusive o atual presidente da República, nos últimos 10 anos, batendo o recorde de Marcelo Odebrecht e colocando numa havaianas a então chamada "delação do fim do mundo". 

Ninguém sabe direito porque ele foi preso agora, depois da divulgação do grampo mais idiota e pornográfico da história do Brasil, proibido para menores.

Mas dá para imaginar.

Não foi preso em maio porque apresentou de bandeja a delação mais escandalosa de todas até agora e mostrou o passo-a-passo de um ato de corrupção como nunca antes alguém tinha mostrado na história do Brasil, envolvendo o atual presidente da República.

Se fosse jornalista levaria o Prêmio Esso de 2017, fácil fácil – se a láurea ainda existisse.

Ele deu aos deputados todos os motivos para mandarem Temer para casa, mas isso não aconteceu porque, ironicamente, Temer empregou os mesmos métodos de que foi acusado por Joesley para convencer os deputados que eles não viram nem ouviram o que todo o país viu e ouviu.

Salvou-se, diga-se, perante os deputados; nas ruas, está perdido faz tempo e é um caso irreversível.

Joesley foi preso agora por ter cometido, por uma barbeiragem, não o crime alegado por Janot – omissão de informações – o que não fica muito claro na gravação de quatro horas - e sim por ter achincalhado quatro ministros do STF e o próprio Janot, insinuando que são compráveis e ter ouvido, sem protestar, uma escabrosa e sórdida infâmia acerca da atual presidente do STF do seu parceiro Ricardo Saud.

Ou seja, o que disse a Temer no Jaburu sobre subornar juízes – e que Temer não mandou investigar, ao menos - não era papo de fanfarrão, como Temer alegou depois; era tentativa de obstruir a Justiça, com o que ele concordou.

Deveria, aliás, ter-lhe dado voz de prisão na hora, sabendo que era um "bandido notório", tal como revelou em rede nacional.

A prisão de Joesley só reforça a segunda flechada de Janot em Temer, que está engatilhada segundo anunciam os tambores, tanto se for por obstrução da Justiça quanto por chefiar quadrilha. Ou ambas.

A coleção de malas Louis Vuitton de Geddel deverá ser "la pièce de resistance".

Vai ser difícil tirar Joesley da cadeia logo. Dada a quantidade de pessoas que confessadamente corrompeu e continuou tentando corromper mesmo depois de confessar seus crimes, sua pena deve ser maior que a de Marcelo Odebrecht – condenado a 19 anos e 4 meses.

Além disso, Odebrecht foi preso com muitas cartas na manga – as delações - que vão abater a maior parte da sua sentença; Joesley, no entanto, não tem mais o que delatar. Se tentar delatar algo a mais pode ser acusado de omitir informações anteriormente e sua pena aumentar.

Ele está naquela situação clássica: "se não delatar, o bicho pega; se delatar, o bicho come".

A substituta de Janot – para cúmulo do azar – além de ser aliada de Temer tem a idade das mulheres que no autogrampo Joesley chamou de "véia".

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