Professor Haddad Presidente: a hora é essa!

É hora de abaixar os escudos. A vida é outra coisa. O que temos agora para tentar desarmar a barbárie perversa e delirante que se instala, ironicamente, é o candidato do PT, Fernando Haddad. Não há outra alternativa real. Fora disso, a outra cavalgada é uma ilusão e o autoextermínio concreto de nosso país

Professor Haddad Presidente: a hora é essa!
Professor Haddad Presidente: a hora é essa! (Foto: Ricardo Stuckert)
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Daquilo que pude acompanhar desde o início do ‘estranho pedido de impeachment’ da Presidenta Dilma é que existem poucos eleitores verdadeiros de Jair. Na verdade, os seus votos de hoje são praticamente os mesmos daqueles que foram as ruas pedirem a deposição da Presidenta Dilma.

Ou seja, não há muitos bolsonarianos de raiz sociopolítica. Claro, é preciso levar em conta que a postura verbal explícita de Jair abriu a fossa de onde o ‘inconsciente político brasileiro’ escapou com as suas fixações infantiloides não elaboradas (ou mesmo não elaboráveis) de uma maneira em geral.

Nao defendendo a bandeira ideológica do PT, aliás não carrego bandeira ideológica nenhuma (exceto a não extinção de nossa espécie por nós mesmos), mas o que existem são antipetistas ao léu, perdidos, pegando carona nessa onda salgadíssima empoeirada, com o agravante do ódio a um partido político na sua origem, como foco de descarrego de suas iras insolúveis. Sim, pois não bastou um golpe torpe em 2016.

Portanto, os jairistas (qualquer semelhança com os “jihadistas” talvez não seja mera coincidência) são filhotes do antipetisno extremo, sem fundamentação realmente racional, apenas emocional, pois dizer que o PT é o único partido corrupto não é verdadeiro.

A corrupção não está em partidos políticos (partidos são unidades subjetivas – no sentido hegeliano), ela está dentro de cada um de nós, como assistimos em o nosso dia a dia, de várias formas.

Não é nem um pouquinho prudente destruir um pais de forma reacional a um inimigo imaginário fabricado. Isso é uma guerra insana quixotesca.
É um tiro no próprio pé (ou na cabeça?).

Que Sancho Pança pare de delirar um pouco com o seu comandante (“folie à deux”) e nos ajude a convencer o capitão que moinhos não são castelos e a Dulcineia é somente um amor imaginário negativo.

É hora de abaixar os escudos. A vida é outra coisa.

O que temos agora para tentar desarmar a barbárie perversa e delirante que se instala, ironicamente, é o candidato do PT, Fernando Haddad. Não há outra alternativa real.

Fora disso, a outra cavalgada é uma ilusão e o autoextermínio concreto de nosso país.

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