Progressistas X Conservadores: a batalha capital

Será nesse ano que se inicia, mais precisamente no estado de São Paulo, o principal campo de batalha da guerra política que se trava no Brasil de hoje

Será nesse ano que se inicia, mais precisamente no estado de São Paulo, o principal campo de batalha da guerra política que se trava no Brasil de hoje. Ganhará o Brasil – de fato, de verdade – aquele que ganhar em SP. Quem sairá vencedor? Os progressistas ou os conservadores? De que lado você se posiciona? Você está preparado para encarar essa batalha? Se não, gentileza preparar-se. Pois a luta será renhida. Vejamos alguns fatos bastante ilustrativos dessa guerra.

As políticas públicas e o modo de governar de governantes progressistas, com Dilma e Fernando Haddad na vanguarda, já fazem escola por todo o país e aos poucos vão se revelando em tímidas e constrangidas manchetes nos grandes veículos do mercado oligopolista de comunicação brasileiro. Nos blogs e sites progressistas são debatidos à larga.

As políticas públicas progressistas, pois com indelével viés de inclusão social, do governo Dilma já são por demais conhecidas: Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos, mais empregos, mais crédito, política de ação afirmativa etc.

Mas e quanto às políticas de Fernando Haddad? Por que inclui o jovem, simpático e "neófito" prefeito petista no campo progressista? Por ter sido ele na juventude um estudioso do marxismo, tão somente? Não! Voltemos aos fatos.

A gestão de Haddad tem dado o que falar – mais no aspecto negativo que positivo, diga-se. Mas esse é um preço que ele paga por tentar implementar políticas populares que, exatamente por isso, por serem populares, tornam-se impopulares aos olhos das classes médias e da parte mais conservadora e reacionária da elite.

O prefeito tentou aumentar "um pouquinho de nada" o IPTU das classes mais abastadas, residentes nos bairros onde supostamente vivem os mais ricos, para reduzir um pouco a carga tributária da população de mais baixa renda que mora em bairros da periferia, que é por sinal onde residem os trabalhadores domésticos e porteiros que servem aos mais bem aquinhoados. O velho clássico: Casa Grande e Senzala. A elite desinformada, como sempre, não leu e não gostou. A grande mídia fez, de modo estratégico, a onda conservadora se espalhar e deu um caldo no bem intencionado Haddad. Deixou o pobre homem sem fôlego.

Quem conhece a periferia de São Paulo e os bairros nobres de Higienópolis e Jardins, por exemplo, sabe que o imposto que dá no Dr. Francisco, o patrão, não é o mesmo que dá em Seu Chico, o zelador. Como se sabe, a periferia é muito mais desassistida em serviços públicos. A periferia vive no abandono – vivia, ao menos, até então. Mas isso não diz respeito e não é do interesse da banda podre da nossa elite. Mas certamente é do seu/nosso interesse. Não é mesmo?

O prefeito Haddad assinou recentemente lei que implanta cotas para negros no serviço público municipal. Fez bem. A Casa Grande não deve, para variar, ter gostado muito dessa medida. Pois os empregos nas empresas, autarquias e fundações públicas sempre serviram para abrigar os filhos da classe média branca – estivessem estes preparados ou não; tivessem feito concurso público ou não; fossem aptos ou não a exercerem esses cargos. Isso pouco importava. Agora, ao que parece, a coisa começa a mudar. Graças aos progressistas. E apesar dos conservadores.

O "marxista" Haddad resolveu ainda bater de frente com duas das maiores construtoras/imobiliárias de São Paulo ao destinar uma área gigantesca, extremamente disputada e valorizada, situada no coração da cidade de São Paulo, à construção de um parque público com preservada e vasta área verde – uma reivindicação dos moradores organizados daquela, hoje pulsante antes decadente, região. Um pleito da cidadania. Prontamente atendido pelo jovem prefeito petista.

Pasme! Pois é mesmo difícil de acreditar. A gestão do petista destinou ao uso e fruto da coletividade uma área, já tida como "favas contadas" pela especulação imobiliária, transformando-a numa praça. Numa praça! A região da Augusta terá agora a sua Ágora. Viva a cidadania!

– "Coisa típica de petista mesmo!" – dirão alguns, um tanto irritados, em queixumes entre dentes e entre iguais.

Ah, esse Haddad é mesmo um incorrigível – digo a eles, à guisa de conforto, de acalanto.

O prefeito já havia incomodado – e muito – as construtoras ao atacar, para valer e não de "mentirinha", uma máfia composta por servidores graduados, que dava descontos "generosos" no pagamento do ISS devido por essas mesmas empresas aos cofres públicos, mediante o velho expediente do "pedágio", da propina. Um integrante dessa máfia, réu confesso, teve a desfaçatez de relatar recentemente, numa entrevista a um programa de TV de grande audiência em todo o Brasil, que gastava o dinheiro da cidade com farras e prostitutas. Além de, claro, provavelmente, alimentar o caixinha de campanha dos seus padrinhos políticos. Mas isso já seria uma "injúria" a se dizer daquele jovem auditor fiscal que gastava com farras, putas, bons vinhos e até com locações de aeronaves o dinheiro desviado que serviria originariamente para financiar a construção de novas creches, escolas e hospitais municipais. Essa é, assim mesmo, despida e despudorada, com as vergonhas expostas, a "virtú" e a "fortuna" [aludidas por Maquiavel], o estilo de vida da banda podre da nossa elite reacionária.

No campo da comunicação, vale lembrar, a grande e velha mídia [e seu "jornobanditismo" organizado] já contratou a peso de ouro seus Rottweilers, ou seus cachorrinhos de madame, para ladrarem à vontade, por vezes com inaudita estridência e virulência, enquanto passa a nossa justa e irrefreável caravana. Mas, modéstia à parte, já disse isso em texto anterior, os jornalistas e colunistas do chamado "LaDoDeCá" , os progressistas, os da margem esquerda desse caudaloso rio, de audaz corrente, têm muito mais talento, charme e graça.

Por essas e outras, por esses fatos aqui relatados, é que, dizia-lhes no começo desse artigo, que a verdadeira batalha se dará entre progressistas X reacionários; direita X esquerda; entre a elite conservadora e caquética paulista (e paulistana) e o charme novidadeiro, libertário e progressista que se espalha por todo o Brasil e nos envolve num aconchegante abraço de cidadania.

Um abraço e um Feliz 2014! Para vocês que me leram, aqui nesse espaço de troca de ideias, nesse ano que passou.

Sigamos juntos, cada qual, modestamente, exercendo seu relevante papel, na luta pela cidadania plena. Independente de filiações partidárias, mas não independente dos partidos políticos, porque estes são importantes.

Vamos continuar transformando o Brasil, apesar dos reacionários e conservadores de sempre.

Um abraço e Feliz 2014!!! Para todos vocês que me acompanharam nessa desabrida luta, nesse ano que passa.

Pois outro ciclo já se anuncia logo ali: o ano da batalha capital.

Nós venceremos essa guerra.

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