PSDB: mais um golpe na educação

Do orçamento total para 2015, R$ 204,6 bilhões, a educação paulista terá 13,89% (R$ 28,4 bilhões). O fraco desempenho da rede estadual tende a piorar

Do orçamento total para 2015, R$ 204,6 bilhões, a educação paulista terá 13,89% (R$ 28,4 bilhões). O fraco desempenho da rede estadual tende a piorar
Do orçamento total para 2015, R$ 204,6 bilhões, a educação paulista terá 13,89% (R$ 28,4 bilhões). O fraco desempenho da rede estadual tende a piorar (Foto: Newton Lima)

O governo do tucano Geraldo Alckmin escancara a falta de prioridade com a educação pública do Estado – que amarga a 10ª posição nacional na Prova Brasil – ao cortar, já para este ano, verbas das escolas estaduais. Para piorar, o orçamento de 2015 para a área sofrerá uma queda em relação a 2014.

O jornal Estado de S.Paulo (03/12) mostrou que do orçamento total para 2015, R$ 204,6 bilhões, a educação paulista terá 13,89% (R$ 28,4 bilhões). Em 2014 a pasta recebeu 14,29% (R$ 27 bilhões). Se mantida a mesma proporção, seriam R$ 800 milhões a mais! Novos investimentos terão queda de 41%. Em 2014 se destinou R$ 474,7 milhões, no ano que vem serão apenas R$ 298,5 milhões.

O fraco desempenho da rede estadual tende a piorar. As escolas paulistas não melhoraram a média na prova nacional de português entre 2011 e 2013. Na Prova Brasil, São Paulo foi superado por Acre, Espírito Santo e Ceará. (FSP, dias 10 e 11 dezembro)

Alckmin não é o único. O então governador Aécio Neves, em 2009, reservou para a educação de Minas Gerais um percentual menor que qualquer outro Estado naquele ano, com exceção do Espírito Santo. No ranking do percentual de investimento na área, o Estado governado por Aécio ficou na 26ª posição entre as 27 unidades federativas. (FSP, 17 de outubro)

A decisão do governador paulista de diminuir as verbas para a educação em 2015 atrapalha também o cumprimento da obrigação de atingirmos 10% do PIB na área até 2024. Isto está previsto na meta 20 do PNE sancionado pela presidenta Dilma.

O descaso dos tucanos com a Educação vem de longe. Em 2001, FHC vetou a meta de 7% do PIB que fora aprovada por unanimidade pelo Congresso. Entregou o país ao presidente Lula com investimento educacional de apenas 3,5% do PIB (a metade da média dos países desenvolvidos).

Resta o consolo de saber que essa visão retrógrada dos tucanos sobre um tema tão estratégico não comandará o país nos próximos quatro anos.

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