PT: há oportunidade de reconstrução?

O PT constantemente monta estratégia para superar a crise e seguir seu caminho em preparação para as eleições deste ano, mas o enfretamento à crise não parece ter fim

Já dizia o ditado: "pau que bate em Chico, bate em Francisco". Mas o sentido real da expressão não vem sendo válido aos integrantes do Partido dos Trabalhadores. Cada vez que se lança uma denúncia em que membros do partido estão envolvidos, a repercussão é totalmente diferenciada pelos principais meios de comunicação do país. O relato aqui é só para refrescar a memória, pois o próprio povo já sabe distinguir esse "ostensivo" tratamento empregado pela mídia.

O PT vem enfrentando uma das maiores crises de imagem de sua história. Quando pensa que o barco vai seguindo seu itinerário almejado a fim de encontrar meios para superar a atual crise, surge um novo escândalo envolvendo algum membro do partido. É um cair e levantar-se... quando pensa que já se recuperou de um ataque, outro acontece vertiginosamente. Recentemente estamos acompanhando uma negociação com a força-tarefa da Operação Lava Jato em que conta também com a participação da Procuradoria Geral da Republica para firmar um acordo de delação premiada. Pedro Corrêa, ex-presidente do PP (Partido Progressista), cita que tem informações que podem comprometer uma quantidade considerável de políticos, entre eles dois ministros do atual governo: Jaques Wagner, da casa Civil, e Aldo Rabelo, da Defesa. Neste momento delicado, o governo vê fim de calmaria nestas menções destinadas a Wagner.

A sigla constantemente monta estratégia para superar a crise e seguir seu caminho em preparação para as eleições deste ano, mas o enfretamento à crise não parece ter fim. Todos os olhares da mídia estão voltados agora com a declaração do presidente da comissão da CPI do Fundo de Pensão, deputado Efraim Filho (DEM – PB), de acordo com o presidente da Comissão, o petista, Jaques Wagner, deve ser convocado para prestar esclarecimentos, assim que os trabalhos legislativos começarem, no início de fevereiro. Sendo assim, requerimentos já foram preparados pela oposição para convocação.

O nome do senador Aécio Neves (PSDB-MG) é citado durante as tratativas apresentadas por Corrêa, mas como mencionado acima, o mesmo tem um tratamento diferenciado pela mídia. E assim estamos diante de um espetáculo de visibilidade negativa centrada a um só partido, provocando assim o aumento do anti-petismo. O momento é de recuperar os ideais da militância dos anos 80 que quase ficaram esquecidos. O PT ainda mantém grandes armas em estratégias ao seu favor para fazer um bom diálogo com população, se reerguer e alça voo, mas isso não só depende da militância que constantemente vai as ruas e mantém uma defesa de lutas nas redes sociais, mas de alguns de seus principais lideres que as vezes deixam a desejar por condutas enigmáticas.

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