PT: Só vence quem amplia!

A esquerda deve abandonar a tática burra do Bolsonarismo de falar só para seu público e tratar de buscar alianças com todos os democratas que querem reconstruir o estado democrático de direita. Os que olham para trás e embasaram a visão com a conjuntura do impeachment perdem a capacidade de reconstruir o futuro

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burst (Foto: Ricardo Stuckert)

A democracia é revolucionária. Qualquer outro atalho é, para a esquerda, uma burrice. Golpear a democracia interessa só a quem não defende as maiorias. Quem não tem a capacidade de agregar o povo ao seu projeto de sociedade precisa recorrer a brutalidade e ao embrutecimento. Quem luta por igualdade, justiça e verdade não pode ter medo da democracia. 

No Brasil de hoje, forjado no rastro de um golpe ao processo democrático, não há nada mais urgente, prioritário e revolucionário do que a defesa da reconstrução do estado democrático de direito.  

Portanto a resposta dada a tentativa arbitrária, desumana e autoritária de levar o presidente Lula para uma prisão comum em São Paulo, realizada pelo centro do novo autoritarismo instalado no Brasil a partir de Curitiba, tem na imagem de Fernando Haddad apertando a mão do presidente da câmara Rodrigo Maia uma Foto emblemática e necessária.  

O resultado da política ampla e correta foi a anulação da medida arbitrária, por unanimidade de fato do Supremo, porque o Ministro Marco Aurélio apenas discordou da forma e não do conteúdo, porque é dos mais legalistas e democratas da corte suprema.   

Ao novo autoritarismo da nova direita encarnada no Bolsonaro e seus seguidores, basta tentar unificar 1/3 de membros ativos da sociedade. As ditaduras precisam além da força irracional do Estado armado e de aparelhos de consenso comunicativo,  de um polo social ativo recrutado nos setores médios e na plebe desesperada.   

Não pode ser a esquerda a outra face do espelho, a falar também só para seus 30% de adeptos. Cabe a nós do PT buscar uma ampla aliança com o centro democrático. Os que acham que ele não existe, deviam se juntar aos que acham que a terra é plana.   

A Ida das dezenas de deputados de centro, centro direita e esquerda ao Supremo, com o apoio ativo do presidente da Câmara, filiado  do DEM, e a rápida reversão da medida absurda da irresponsável e autoritária juíza de primeira instância, mostrou que o bom senso e a política podem assumir o comando novamente do país.  

A esquerda deve abandonar a tática burra do Bolsonarismo de falar só para seu público e tratar de buscar alianças com todos os democratas que querem reconstruir o estado democrático de direita. Os que olham para trás e embasaram a visão com a conjuntura do impeachment perdem a capacidade de reconstruir o futuro.  

Rodrigo Maia tem sinalizado que pode ser o mais importante aliado na tarefa da retomada do protagonismo da política, dos eleitos, para repor a nação no trilho da democracia pactuada na constituinte de 1988, com o Supremo e com tudo!

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