PT x PL. Afinal, Eduardo Bolsonaro assumirá a Comissão de Relações Exteriores?
Nem líderes nem o presidente da Câmara darão espaço para questionamentos sobre a escolha interna de um partido
Se depender do entendimento do colégio de líderes e do presidente da Câmara, Hugo Motta, sim. A avaliação de líderes é de que cada partido tem autonomia para decidir o nome que será indicado a presidir uma comissão. Ou seja, Eduardo Bolsonaro tem total legitimidade para presidir a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, conforme antecipou essa coluna no dia 12 de fevereiro. A nomeação ocorre, inclusive, a pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O PT, no entanto, não gostou da escolha e pressionou para tentar impedir que Eduardo ocupe a cadeira. O receio de parlamentares do partido é sobre o deputado presidir um colegiado que debate matérias que tratam sobre relações diplomáticas e política externa, o que poderia aumentar o poder e a influência de Eduardo com aliados estrangeiros, como Donald Trump. Mas, nem mesmo líderes e tampouco o presidente da Câmara darão espaço para questionar a escolha interna de um partido.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.




