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Rachel Vargas

Jornalista há 20 anos, atuou nas principais redações do país, como Correio Braziliense, Jornal de Brasília, TV Band, TV Justiça, Record TV e CNN. Há dois anos, começou a atuar em consultorias políticas e se especializou como consultora de relações institucionais e governamentais.

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PT x PL. Afinal, Eduardo Bolsonaro assumirá a Comissão de Relações Exteriores?

Nem líderes nem o presidente da Câmara darão espaço para questionamentos sobre a escolha interna de um partido

Eduardo Bolsonaro (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Se depender do entendimento do colégio de líderes e do presidente da Câmara, Hugo Motta, sim. A avaliação de líderes é de que cada partido tem autonomia para decidir o nome que será indicado a presidir uma comissão. Ou seja, Eduardo Bolsonaro tem total legitimidade para presidir a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, conforme antecipou essa coluna no dia 12 de fevereiro. A nomeação ocorre, inclusive, a pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O PT, no entanto, não gostou da escolha e pressionou para tentar impedir que Eduardo ocupe a cadeira. O receio de parlamentares do partido é sobre o deputado presidir um colegiado que debate matérias que tratam sobre relações diplomáticas e política externa, o que poderia aumentar o poder e a influência de Eduardo com aliados estrangeiros, como Donald Trump. Mas, nem mesmo líderes e tampouco o presidente da Câmara darão espaço para questionar a escolha interna de um partido.

 

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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