Quando a imprensa irá impor limites a Bolsonaro?

"Que tipo de jornalismo eles acham que se faz ali, estocados em um cercadinho, expostos ao ridículo diário para uma claque de idiotas montada pelo governo?", questiona Leandro Fortes, do Jornalistas pela Democracia, após Jair Bolsonaro insultar com insinuação sexual a repórter Patricia Campos Mello, do jornal Folha de S.Paulo

Jair Bolsonaro e Patricia Campos Mello
Jair Bolsonaro e Patricia Campos Mello (Foto: Marcos Corrêa/PR | Alice Vergueiro/Abraji)

Por Leandro Fortes, do Jornalistas pela Democracia

Até quando os jornalistas vão continuar na frente do Palácio da Alvorada, à espera de declarações de um demente que se acha engraçado? 

Que tipo de jornalismo eles acham que se faz ali, estocados em um cercadinho, expostos ao ridículo diário para uma claque de idiotas montada pelo governo?

Como não se reconhecem como categoria sindical, porque se acham intelectuais isentos e suprapartidários, os jornalistas brasileiros estão sujeitos a esse vexame, sem saída à vista.

Ficam, assim, na lida desse antijornalismo inútil e coletivo, colhendo insultos e brutalidades para garantir a lacração dos imbecis bolsonaristas, no Twitter.

Zero de informação, zero de utilidade pública. 

Mas, impressionantemente, não se movem. Ficam lá, recebendo cusparadas na cara, esperando a troca de plantão, como bons tarefeiros - essa triste sina do reportariado brasileiro.

(Conheça e apoie o projeto Jornalistas pela Democracia)

Brasil 247 lança concurso de contos sobre a quarentena do coronavírus. Participe do concurso

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247