Quando o terrorista é cristão

Quando o terrorista é cristão ninguém cita sua religião. E nem apontam razões religiosas para o seu ato insano. Só quando ele é muçulmano. Embora o crime e o assassinato sejam estimulados no Velho Testamento, nenhum criminoso, até o momento, foi acusado de seguir a ética pré-cristã. Isso só acontece se ele segue o Islã

padock, Las Vegas
padock, Las Vegas (Foto: Lelê Teles)
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Quando o terrorista é cristão

ninguém cita sua religião.

e nem apontam razões religiosas para o seu ato insano.

só quando ele é muçulmano.

embora o crime e o assassinato sejam estimulados no Velho Testamento, nenhum criminoso, até o momento, foi acusado de seguir a ética pré-cristã.

isso só acontece se ele segue o islã.

embora a Bíblia seja um livro cheio de sangue, parece que nem um de seus seguidores que praticam bang-bang têm licença religiosa para matar.

porque isso só acontece com os seguidores de Alá.

com mil diabos.

Isso ta ou num ta errado?

na Europa, todos os ataques ditos terroristas foram atribuídos, sob o mesmo ponto de vista, a membros recrutados pelo DAESH: "era um lobo solitário, esse cabra da peste".

dizem, mesmo que sejam fracas essas evidências.

aí, após o governo pegar o assassino e o assassinar, o DAESH assume a autoria e todo mundo acredita na felonia.

porque os mortos não costumam contestar.

mas essa de Las Vegas foi de lascar.

o DAESH disse que Stephen Paddock agia em nome do islã. mas o governo disse: nã.

tem nada a ver.

um homem branco ocidental não se mete nesse metiê.

essa é a moral cristã.

veja que Omar Mateen, o assassino de Orlando de origem afegã, foi imediatamente identificado com o islã.

embora se tratasse de um gay enrustido, seu "sangue sujo" apontou outro motivo.

o mesmo aconteceu com aqueles irmãos molecotes acusados de pelas mortes de atletas amadores em Boston.

a informação chegou de Washington: os irmãos são muçulmanos de origem chechena.

assassinaram os dois, essa foi a pena.

no entanto, aquele cara branco que atirou nos negros dentro de uma igreja, foi preso, mas sem nenhuma peleja e, ora veja, dele tiveram pena.

não vejo o menor problema em dizer que todos os assassinos que praticaram atos terroristas, sejam homens ou meninos, cruzados ou jihadistas, merecem reprovação.

mas a questão é outra meu mano.

se dizemos que um é muçulmano, porque não dizer que o outro é cristão?

palavra da salvação.

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