Quase na cadeia, Temer vende mais um pedaço do Brasil

Enquanto a Polícia Federal prendia amigos e operadores do emedebista, a Agência Nacional de Petróleo vendia em leilão blocos para exploração e produção de petróleo em bacias sedimentares brasileiras

Presidente Michel Temer durante cerimônia no Palácio do Planalto em Brasília, Distrito Federal 6/12/2017 REUTERS/Adriano Machado
Presidente Michel Temer durante cerimônia no Palácio do Planalto em Brasília, Distrito Federal 6/12/2017 REUTERS/Adriano Machado (Foto: Esmael Morais)

Quanto mais enrolado no crime, Michel Temer se revela mais nocivo à soberania nacional. Hoje pela manhã, enquanto a Polícia Federal prendia amigos e operadores do emedebista, a Agência Nacional de Petróleo vendia em leilão blocos para exploração e produção de petróleo em bacias sedimentares brasileiras.

Na 15ª Rodada de Licitação foram ofertados 70 blocos nas bacias sedimentares marítimas de Ceará, Potiguar, Sergipe-Alagoas, Campos e Santos e nas bacias terrestres do Parnaíba e do Paraná, totalizando 94,6 mil km² de área.

O leilão dos blocos marítimos rendeu R$ 8,014 bilhões em bônus de assinatura e teve 47% dos blocos arrematados. As empresas estrangeiras tiveram forte presença na 15ª Rodada, que atraiu algumas gigantes como a ExxonMobil, a Shell, a Repsol e a Statoil.

Voltemos ao comportamento de Temer.

Às vésperas da primeira denúncia no STF, Michel Temer agradou o sistema financeiro aprovando a PEC que congelou pelos próximos 20 anos os investimentos nas áreas sociais; na segunda bronca que foi à corte suprema, o golpista aprovou a reforma trabalhista — a volta da semiescravidão; e agora, quando se discute a terceira denúncia por corrupção, o Vampirão Neoliberal entrega o nosso petróleo às estrangeira e conspira para privatizar a Eletrobras.

A lógica de Michel Temer para se livrar das acusações criminais da lava jato é vender o Brasil.

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