Que em 2020 o bolsonarismo morra

"O bolsonarismo é incompatível com os desejos que renovamos a cada ano novo, porque se move com o ódio e a indiferença", escreve a jornalista Luciana Oliveira. "O que estamos vivendo parece até castigo divino por tanta banalização do mal"

(Foto: Antonio Cruz - ABR)
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Um ano novo e sem Bolsonaro na presidência seria a realização de muitos desejos brasileiros.

Mais saúde, educação, trabalho, dinheiro, amor e sobretudo, paz, só se este governo cair ou quando acabar.

A vontade de que o governo da mentira, vergonha e destruição chegue ao fim é o assunto mais comentado no twitter nesta terça-feira (31) com a #BolsonaroVaiCairEm2020.

Na virada de 2018, 65% dos entrevistados pelo Datafolha acreditavam que Jair Bolsonaro faria um ótimo ou bom governo.

Parecia muito, mas era a menor expectativa com um presidente eleito em primeiro mandato desde 1989.

A confiança se esfarelou. Até em quem votou nele e alegreMente.

Como canta o Chico, “tanta mentira, tanta força bruta” e o terceiro militar eleito presidente encerra o primeiro ano de governo com 29% de aprovação.

Parece pouco, mas ainda é muito.

A desgraça de Bolsonaro não é o fim do bolsonarismo, a doença que causa sequelas por tempo indeterminado.

Os piores tipos estão entusiasmados com a política movidos pelos ideais retrógrados e violentos de Bolsonaro.

As notícias monstruosas da última semana revelam uma sociedade corrompida pelo ódio, que despreza as leis, a moral e os bons costumes.

Um idoso homofóbico registrou ameaça de morte na portaria do prédio e cumpriu, mas por sorte o vizinho homossexual sobreviveu.

Uma mulher matou o companheiro com brutal atropelamento, mostrou o corpo e festejou em live no Facebook.

Cantora e ‘fã’ agrediu e causou traumatismo craniano em produtora de Wagner Tiso para entrar no carro que levava o músico.

Foi tanta barbaridade que não faz bem lembrar uma a uma. Nem dá para resumir a violência potencializada com o triunfo do bolsonarismo.

Armar, matar e festejar. Foi essa a promessa que Bolsonaro fez e transferiu a muitos brasileiros.

O bolsonarismo é incompatível com os desejos que renovamos a cada ano novo, porque se move com o ódio e a indiferença. O que estamos vivendo parece até castigo divino por tanta banalização do mal.

Não adianta desejar tirar Bolsonaro do poder. É preciso desejar coragem, força e prometer muita luta para tirá-lo das pessoas.

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