Que tiro foi esse?

A anormalidade é tamanha nesses tempos trevosos que 2018 começará ainda no grito de carnaval. "Que tiro foi esse?", dirão, quando Lula passar flutuando nos braços da multidão logo após o voto dos três mosqueteiros do Paraná amanhã (24). O Brasil terá um grito uníssono: Eleição sem Lula é fraude! Esse é o tiro

A anormalidade é tamanha nesses tempos trevosos que 2018 começará ainda no grito de carnaval. "Que tiro foi esse?", dirão, quando Lula passar flutuando nos braços da multidão logo após o voto dos três mosqueteiros do Paraná amanhã (24). O Brasil terá um grito uníssono: Eleição sem Lula é fraude! Esse é o tiro
A anormalidade é tamanha nesses tempos trevosos que 2018 começará ainda no grito de carnaval. "Que tiro foi esse?", dirão, quando Lula passar flutuando nos braços da multidão logo após o voto dos três mosqueteiros do Paraná amanhã (24). O Brasil terá um grito uníssono: Eleição sem Lula é fraude! Esse é o tiro (Foto: Lelê Teles)

O Brasil, hoje, é um garoto negro e pobre, solitário no meio da multidão, deslumbrado com os fogos de artifício dos ricos e os rumores de risos artificias à sua volta.

Sem futuro, com frio, com fome e com medo.

O réveillon, como sabemos, essa data que marca a virada de um ano para o outro, é um rito que seguimos por osmose.

No Brasil, o novo ano só começa de verdade depois do carnaval.

Os festejos de Momo são o nosso rito de passagem oficioso.

Depois de passarmos uma semana enchendo a cara, distribuindo sorrisos e simpatias, abraçando estranhos, se drogando, mijando e transando no meio da rua, a gente acorda numa quarta-feira de ressaca.

Tira a fantasia, vai no espelho e desfaz a maquiagem; vê se há roxidões pelo corpo, toma-se uma pílula do dia seguinte, um engov, bebe-se uma água de coco, morde-se uma banda de melancia e zás...

Aquelas figuras felizes e sorridentes de outrora voltam, como num passe de mágica, a mostrar o dedo médio para uma van escolar lotada de criança no caminho do trabalho, a destratar garçons, padeiros, pedreiros, porteiros...

A coisa volta ao normal.

As pessoas de bens colocam de volta suas máscaras sociais; sempre carrancudas. No entanto, a anormalidade é tamanha nesses tempos trevosos que 2018 começará ainda no grito de carnaval.

"Que tiro foi esse?", dirão, quando Lula passar flutuando nos braços da multidão logo após o voto dos três mosqueteiros do Paraná amanhã, 24 de janeiro.

E amigo, o tiro vai sair pela culatra.

Qual será o placar da votação?

Talvez o único a sabê-lo está morto, era aquele sábio polvo adivinho, um molusco alemão de nome Paul, que brilhou durante a Copa do Mundo da África do Sul acertando os resultados das partidas.

Aqui ficamos com a nossa brasileiríssima Mãe Dináh, que não errava nunca; a nossa pitonisa cravaria: "ou Lula será condenado ou será absolvido!"

Agora, atentai bem. 

Não vai ter algema nos pés e nas mãos de Lula, não vai ter cadeia. não é uma condenação no sentido jurídico da palavra.

O que os rapazes de Porto Alegre vão decidir amanhã é se Lula vai ao ostracismo ou não.

É um espetáculo político.

O ostracismo foi criado pelo pai da democracia, o grego Clístenes.

E à época era uma multidão que ia à ágora decidir que homem seria banido da vida pública.

Precisava-se de pelo menos seis mil pessoas marcando seu voto no óstraco pra coisa valer.

Aqui bastam três machos brancos burgueses.

No entanto, os gregos revogaram esse instituto, porque ele serviu para o general Alcebíades Clinias massacrar Hipérbolo, seu adversário.

Como, hiperbolicamente, estão a massacrar Lula da Silva hoje.

Alcebíades vive mimetizado nas figuras dos barões da midiazona, dos parasitas rentistas e dos burgueses togados.

Essa trinca tentou estrangular o petê achincalhando a sua imagem, prendendo seus líderes, falseando suas biografias.

Anunciaram diversas vezes que o petê tinha acabado.

Concomitantemente, iniciaram uma caçada midiática para destruir a imagem de Lula.

O diabo é que eles não conseguiram nem uma coisa nem outra.

E sequer conseguiram produzir um candidato para fazer frente a Lula e ao petê; por isso apelaram para os capas-preta.

Amanhã será 3x0 ou 2x1, o placar pouco importa.

Importa que os demófobos acenderão a chama da revolta.

 

Palavra da salvação.

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