Quem alimenta o ódio não quer paz

O que sobrou para o segundo turno é o eleitor verificar que as notícias que recebe não são falsas e valorizar o seu voto



Na democracia a escolha é sempre sua. A guerra criada sobre a legitimidade do resultado das urnas eletrônicas se esgotou no primeiro turno. Só mesmo um sem noção para insistir com a suspeita. Com isso o risco de golpe alimentado por um grupo de inconsequentes também caiu por terra. Portanto, o que sobrou para o segundo turno é o eleitor verificar que as notícias que recebe não são falsas e valorizar o seu voto.

Quem votou no capitão, não dá bola para partido e tem simpatia por governantes  autoritários. Enquanto LULA tem alta fidelidade junto ao eleitorado por sua relação histórica com o PT e em defesa da democracia. Para quem conhece política, são valores que tocam numa parcela considerável da sociedade. A democracia é vista no mundo todo como um patrimônio da humanidade. Não foi por acaso que cresce em torno de LULA um grande movimento em defesa dela. (*)

Dessa constatação vem uma outra observação. Excluindo os mais raivosos, que não passam de um quinto da população, o povo brasileiro é da paz. No fundo sua maior preocupação é com a sociedade dividida e sem políticas públicas inclusivas que tragam esperança aos que  precisam. Infelizmente, são trinta milhões de brasileiros passando fome. Marginalizados, só foram lembrados perto das eleições. (**)   

Os exemplos de descaso do atual governo são muitos e estão presentes em diferentes setores. O mais emblemático deles foi a campanha que o próprio presidente trouxe para si da antivacina. Ao desestimular e debochar da campanha nacional de vacinação contra Covid, ele diretamente ampliou a desgraça que se abateu sobre a família de cerca de 700 mil  mortos e outros tantos milhares de sequelados. Se não bastasse a tragédia humana, ainda deixou como legado a desconfiança sobre o sistema vacinal brasileiro.  

As campanhas de vacinação no país passam por seus piores momentos. A baixa procura tem sido um desafio a mais para as secretarias de saúde, que não conseguem mobilizar e conscientizar os pais da importância da vacinação na proteção dos seus filhos. Doenças já erradicadas no passado, começam a dar sinais de retorno. Tamanho retrocesso deve ser observado na hora de votar. O descaso mata!

(*) O presidente que já passou por vários partidos, até tentou criar o seu. Pasmem, não conseguiu. Por pura conveniência eleitoral, se juntou ao PL. Agora está na mão do Centrão de Arthur Lira, gestor do Orçamento Secreto. O maior escândalo com dinheiro público da nossa história.

(**) O candidato que se notabilizou por armar a população, disseminando a violência,  não quer a paz. Ela pode até estar presente na programação do Horário Eleitoral Gratuito, mas não foi isso que se viu nos quatro anos do seu governo e em três décadas como deputado.

PS - A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite se encerrou na sexta-feira, 30/9. Segundo dados oficiais ficou muito aquém do esperado. Pouco mais de 50% das crianças foram vacinadas. Diante do resultado a Organização Pan-Americana da Saúde - OPAS, alertou que a poliomielite erradicada no Brasil, em breve pode estar de volta.    

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