Quem realmente manda no mundo

New York Stock Exchange, Wall street, Manhattan, New York, USA
New York Stock Exchange, Wall street, Manhattan, New York, USA (Foto: Matteo Colombo)

Quem manda no mundo é Wall Street. Wall street se movimenta de acordo com seus interesses, sem compromisso com nações ou seres humanos.

Mas o que é Wall Street e quais são os seus interesses?

O termo Wall Street é amplamente conhecido no mundo todo e a sua importância e influência vai muito além da rua situada em Manhattan, onde fica localizada a Bolsa de Valores e os escritórios das maiores instituições financeiras do mundo.

Um pouco de História. No século XVII os holandeses construíram no local uma muralha chamada “wall” feita de madeira para proteger sua colônia contra um possível ataque dos índios ou dos ingleses. Nos anos que se seguiram, essa rua foi obtendo uma vocação para o comercio cada vez maior. Tornou-se o centro financeiro mais importante do mundo após a Primeira Guerra Mundial.

Esse centro financeiro é responsável pelas maiores crises do capitalismo mundial: (a) o crash de 1929, uma grande crise no mercado de ações e precursora de uma grande depressão econômica que se seguiu após o ano de 1929; (b) bolha da internet, uma bolha especulativa que ocasionou um crash no final dos anos de 1990. O estouro dessa bolha foi concentrado nas companhias que tinham negócios ligados a internet e (c) crise de 2008, uma crise econômica mundial ocasionada por excesso de empréstimos subprime em todo o sistema financeiro internacional.

Cada uma dessas crises tem origem na falta de regulação adequado do Estado, verdade doída aos ultraliberais.  

Bem, fato é que o capitalismo financeiro, representado por wall street, não tem compromisso ou preocupação com as nações, com seus projetos, com o emprego ou com os sonhos das pessoas; o capitalismo financeiro tem mudado de maneira acelerada e em profundidade as relações e interações entre as pessoas, os mercados, os países e dos blocos econômicos, sem compromisso com a humanidade, apenas com os acionistas e com os bônus dos seus executivos.  

As citadas mudanças podem ser caracterizadas ou compreendidas em diversas fases: há o capitalismo imperialista, liberal, rentista, neoliberal ou global, dependente ou dominante, central ou periférico.  

É possível ainda se referir a esse capitalismo a partir do conjunto de regras conhecida como Consenso de Washington, mas como escreveu Ladislau Dowbor no seu “Além do capitalismo: uma nova arquitetura social”: “De forma geral temos caracterizado ‘tudo isso aí’ de neoliberalismo. O animal continuaria a ser o mesmo, mas com cores diferentes, uma juba maior, um comportamento mais ou menos agressivo, mais ou menos articulado ou desarticulado. Em termos epistemológicos, acabamos nos salvando pelos “neo” ou “pós” que acrescentamos às várias escolas científicas”.

Bem, fato é que os donos do mundo, quem manda no mundo é o mercado financeiro, que nada produz e que se sustenta na desumanidade.

Não se pode perder de vista a necessidade de vencermos a versão de que quem gera a riqueza é o mercado, pois não é. O que gera riqueza em qualquer sistema são as pessoas, é o trabalho, todo o resto é exploração, ganância, especulação, corrupção ou parasitismo.  

O trabalho é a real medida de riqueza. Se alguém está ficando rico sem trabalhar, como é o caso do pessoal de wall street, este enriquecimento, obviamente, não está vindo do nada, a riqueza está vindo do esforço dos que estão trabalhando.  

Para uma pessoa ficar cada vez mais rica sem trabalhar é preciso haver uma distorção no sistema, distorção presente em wall street.  

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