Quem são as militantes da Bancada Feminista?

Segundo o dirigente do PSOL Valério Arcary, a chapa coletiva Bancada Feminista de seu partido é composta "militantes com uma trajetória política coerente"

Bancada feminista do PSOL
Bancada feminista do PSOL (Foto: Divulgação)
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A chapa coletiva Bancada Feminista do PSol que se apresenta com a bandeira Mulheres de todas as lutas tem o meu apoio em São Paulo. São cinco guerreiras provadas no terreno das lutas, e uma bonita trajetória de vida. Uma candidatura coletiva é uma inovação e um desafio ao formato individualista dos mandatos parlamentares. Mas são, também, militantes que representam o PSol como um instrumento útil na reorganização da esquerda brasileira.

Meu apoio tem várias razões. Três são programáticas. Em primeiro lugar, são militantes feministas com uma intensa paixão contra as terríveis injustiças que atingem as mulheres em uma sociedade ainda muito machista. Em segundo lugar, são militantes da classe trabalhadora que estão presentes em todas as lutas populares justas. Querem unir as lutas contra as opressões às lutas contra a exploração. Em terceiro lugar, são revolucionárias anticapitalistas. São ecossocialistas e internacionalistas do século XXI, portanto, anti-imperialistas.

São, também, militantes com uma trajetória política coerente. Sustentaram a visão de que as jornadas de junho de 2013 estavam, socialmente, em disputa, mas que as mobilizações da classe média em 2015/16 eram, politicamente, reacionárias. Defenderam que o giro do governo Dilma Rousseff para o ajuste fiscal que produziu uma recessão econômica catastrófica, também provocou desmoralização social entre os trabalhadores. Mas concluíram que o governo Bolsonaro só foi possível em função de uma reação burguesa, em escala continental, impulsionada pelo imperialismo. A eleição de Bolsonaro é incompreensível sem a Lava Jato, a conspiração de Michel Temer com Eduardo Cunha no Congresso, a prisão de Lula e a interdição de sua candidatura. Por isso se alinharam na defesa da candidatura de Boulos dentro do PSol.

Sílvia Ferraro é uma liderança do Diretório Nacional do PSol e foi candidata ao Senado, em 2018, quando obteve mais de 200 mil votos só na capital. É professora de História da rede municipal, mãe e ativista da Frente Povo Sem Medo e do movimento feminista. Sua

militância política começou  na adolescência, há trinta anos atrás, a partir do movimento estudantil, da Pastoral da Juventude e das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Ensina na escola pública desde os vinte anos. 

Carolina Iara é travesti, intersexo, negra e vive com HIV/aids há 6 anos. Mestranda em Ciências Humanas e Sociais pela Universidade Federal do ABC, pesquisa sobre empregabilidade de pessoas negras que vivem com HIV. É assistente de políticas públicas da Secretaria Municipal de Saúde e militante do Coletivo Loka de Efavirenz, da Rede de Jovens São Paulo Positivo (RJSP+) e da Associação Brasileira Intersexo (ABRAI).

Paula Nunes é ativista do movimento de juventude Afronte e do movimento negro desde 2012. Participa da Marcha de Mulheres Negras de São Paulo e ajudou a construir diversos outros grupos de combate ao racismo na cidade, como a Coalizão Negra por Direitos e o Comitê Contra o Genocídio da Juventude Negra. É advogada criminalista e defensora de direitos humanos, tendo a segurança pública como uma de suas principais pautas. Antes disso, integrou a gestão do Centro Acadêmico 22 de Agosto na PUC/SP.

Dafne Sena é trabalhadora de aplicativos, militante ecossocialista, vegana por um veganismo popular e integra a Coordenação Estadual da Setorial Ecossocialista do PSOL. Advogada criminalista de formação, participa da construção do Fórum Popular da Natureza e organiza grupos de estudos sobre livros marxistas.

Natalia Chaves é militante ecossocialista, vegana por um veganismo popular e integrante da Coordenação Estadual da Setorial Ecossocialista do PSOL. Formada em Letras, é tradutora, tendo contribuído com a Revista Jacobin.

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