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Camilo Irineu Quartarollo

Autor de nove livros, químico, professor de química, com formação parcial em teologia e filosofia.

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Quer nos vender, é?

Por que nos submeter aos americanos se o mundo todo quer negociar, inclusive a China?

Senador Flávio Bolsonaro (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
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Nesse Brasil histórico, já venderam nossos irmãos, pelos dentes, peso, altura, braços de pelourinho em pelourinho. Essas pessoas sofridas, cabisbaixas ou levantadas pelo queixo com o cabo do relho, já supunham “eles vai vendê a gente, né?!” Vendiam.

Disse o senador F.B., observem, que “o Brasil é a solução para os Estados Unidos quebrar a dependência da China por minerais críticos, especialmente terras raras".

Por que nos submeter aos americanos se o mundo todo quer negociar, inclusive a China? Ara, pensei que as terras raras era “a nossa” solução, não a deles. Se os EUA querem comprar que deem o maior lance! Eu não daria meus negócios a um administrador como esse F.B. O senador USA a gente como bois de piranha para garfar o cargo à presidência e soltar o pai condenado. Péssimo negociante esse rapaz, se fosse bom negociador não atropelaria, não excluiria os demais interessados nem a competição. De preferência, venderia a vários e a quem pagasse mais e com acesso a transferência tecnológica deles.

 Aliás, por que vender o minério bruto, se podemos extrair, beneficiar e aumentar o valor agregado? Os ímãs, dos elementos químicos de neodímio-ferro-boro, são conhecidos pela eficiência em tamanhos minúsculos e essenciais a carros elétricos, HDs, alto-falantes e geradores, usinas eólicas e, infelizmente, para as armas de guerra do Trump. O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras. Se um político inconsequente chegar ao governo pode terceirizar, privatizar, dar quase de graça como fizeram com a Sabesp e outras empresas públicas.

Quando Trump quis chantagear o Brasil com 50% de tarifaço, a apresentadora da tevê fechou o cenho e parecia apontar um culpado no Planalto central. A direita tinha um cagaço do Trump. Esse mesmo senador, o F.B., começou a apavorar. Dizia ele de invasão militar americana! Bomba atômica! E coisa e tal, medões e medinhos da maior potência bélica do mundo, dava-se por vencido o rapaz. Contudo, a saída estava no nosso nariz, ficou provado, ganhamos a briga. O presidente brasileiro não pediu penico e sua liderança se tornou inconteste.

Incólume, Luís Inácio reafirmou a Soberania do país na cara do Trump. Começou a solução nossa, à brasileira, com equipe técnica, com reuniões estratégicas, contatos com empresas americanas que quisessem negociar, governadores de lá, influências políticas nos diversos setores nossos e dos EUA, para amadurecer uma solução real, favorável ao Brasil, na melhor hora e campo da discussão amadurecida.

Nesse suspense diário da imprensa, surgiam figuras com soluções mirabolantes e apressadas ao tarifaço. O governador paulista de direita, que usa o boné MAGA, dizia: “... Por que não entregar uma vitória para ele (o Trump)?”. Ou seja, T. de Freitas propunha um Brasil humilhado.

Porém, se “ergueu a clava forte de um filho que não foge à luta”. Lula não arregou. Então, depois que já negociamos lucrativamente com outras nações, que conseguíamos nos equilibrar e criar novos mercados, Lula falou também com o Trump.

O “penhor dessa igualdade” é a Soberania, do Brasil aos brasileiros.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.