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Valéria Guerra Reiter

Escritora, historiadora, atriz, diretora teatral, professora e colunista

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Racistas infectantes

Racistas infectantes (Foto: Pixabay)

O que fazer diante de um momento de “racismo”? A extrema volúpia que leva um ser humano a sentir-se superior a outro, em função da cor da pele.

Afinal o que somos nós?

Quem somos nós? Um amontoado de células, que foi originado de um coacervado unicelular surgido em um mar primitivo...

Evoluímos?  A senhora que chamou os filhos do ator Bruno Gagliasso de “pretos imundos” não evolui; afinal  sua mente foi forjada pela herança vinda do mercantilismo, sob a tutela da exploração e reinfecção pelo asqueroso racismo. 

 O racismo invasivo e colonialista que se entranhou escandalosamente no sangue de mulheres e homens que se tornaram anômalos e autômatos de um sistema delinquente e soberbo, infectado pela ânsia de poder e pela sanha  maniqueísta.

O racismo tornou-se uma infecção, com milhões de contaminados. Como erradicar este vírus social? Vacinando a população mundial com a vacina da alteridade.  Os direitos humanos e os movimentos sociais  constituem  (apenas) em remédio. E  remediar, nem sempre é curar. A profilaxia também é cura: vide o caso do vírus Sars-Cov 2.

O racismo não é só um fator estrutural grave, ele é patológico. Quem tem a doença precisa da cura; antes que a patologia se torne (também) autoimune. 

#ValReiterjornalismohistórico

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.