Reforma da Previdência prejudica os mais pobres

Para manter a capacidade de financiamento do setor previdenciário, é necessário aumentar o nível de emprego, com maior renda para os trabalhadores, aumentar os tributos arrecadados 

Reforma da Previdência prejudica os mais pobres
Reforma da Previdência prejudica os mais pobres

O governo tem como base poucos argumentos para propor uma Reforma da Previdência.

O primeiro deles é o alto custo do orçamento federal com a Seguridade Social. Se verificarmos os dados de 2017 vemos que o pagamento e refinanciamento da dívida pública federal pelo governo já ultrapassa os gastos das políticas públicas como saúde, educação e assistência social. Em 2017, a quitação de parte da dívida vencida e o pagamento dos juros representaram 39,7% do Orçamento federal. É um gasto que vai para os detentores de dívida pública, sendo que oitenta e oito por cento dos detentores da dívida pública são investidores que atuam no Brasil que compram títulos por meio de bancos, corretoras, fundos de investimento e fundos de pensão.

O segundo argumento seria o déficit com a Previdência. A Seguridade Social tem um orçamento próprio, com fontes de receitas, que não poderiam ser utilizadas em outros setores. Mas em 2016 o Congresso votou pela renovação da DRU e pelo aumento de 20% para 30% da alíquota que poderá ser desvinculada. A ANFIP estima que o desvio de receitas da Seguridade Social da DRU passou de 34 bilhões em 2005 para R$ 63 bilhões em 2014. Foram retirados da seguridade social R$ 230, 5 bilhões entre 2010 e 2014. Se tem déficit, como usa 30%, por que não deixa na seguridade?

Outro argumento que o governo tem é a acabar com os privilégios. A média de salário é de R$1.392,67. Isso é privilégio?

Para manter a capacidade de financiamento do setor previdenciário, é necessário aumentar o nível de emprego, com maior renda para os trabalhadores, aumentar os tributos arrecadados.  

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