Reforma da Previdência ronda o Congresso Nacional

É preocupante ver o responsável pela área econômica do governo anunciar o virtual fim do direito de se aposentar em um evento no exterior financiado por banqueiros brasileiros

Quero me dirigir especialmente à classe trabalhadora e aos aposentados do país. O ministro da fazenda, Henrique Meirelles (PDS/GO), orientado pelo presidente ilegítimo Michel Temer (PMDB), disse que espera ver a Reforma da Previdência votada até o final de outubro, no máximo início de novembro. A afirmação foi feita durante o seminário Macro Vision 2017, realizado em Londres por uma iniciativa do Itaú-Unibanco.

É preocupante ver o responsável pela área econômica do governo anunciar o virtual fim do direito de se aposentar em um evento no exterior financiado por banqueiros brasileiros. Mais que isso, dá a dimensão exata da submissão deste governo aos interesses das elites financeiras que enriqueceram ao custo da exploração do trabalho e sofrimento do povo brasileiro. E eles nunca estão satisfeitas.

A ascensão de Michel Temer à presidência foi acompanhada de uma intensa agenda de redução de direitos da população, com profundo impacto na vida da classe trabalhadora. A destruição da CLT, anunciada como "modernização da legislação trabalhista", tem data marcada para começar: 1º de novembro. Coincidentemente, o prazo limite pretendido pelo Ministro da Fazenda para a Reforma da Previdência.

Não nos enganemos: a agenda de retrocessos é extensa e tem por objetivo desmontar as garantias e benefícios sociais contemplados pela Constituição de 1988. Com atuação em várias frentes, o governo golpista avança sobre a Educação, Saúde, direitos da classe trabalhadora e o patrimônio público. O importante é atender aos anseios do mercado ultraliberal e entregar o País numa bandeja para os rentistas e especuladores.

As perdas para o povo são enormes: fim dos investimentos em áreas sociais pelas próximas duas décadas, alteração dos currículos escolares sem amplo debate com a sociedade, desmonte da legislação trabalhista, tentativa de privatizar o patrimônio público e empresas estatais, reforma da previdência cujo resultado pode ser o fim da possibilidade de uma aposentadoria digna. E tudo isto sem a legitimação das urnas.

É urgente e necessário afastarmos este governo que tomou de assalto a nação e colocou o País na prateleira internacional de liquidações. Atolado em denúncias de corrupção, é obrigação deste Parlamento autorizar o afastamento e as investigações dos crimes de Michel Temer. E o mais importante: a devolução ao povo do direito de decidir sobre o seu futuro mediante o voto soberano nas urnas.

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