Reformas de Temer cumprem roteiro do golpe

O rolo-compressor que atropelou a CLT com a liberação da terceirização segue em marcha para tentar esmagar outras conquistas da democracia, como aposentadoria, férias, 13º salário, irredutibilidade salarial, salário mínimo, descanso semanal remunerado, FGTS e demais garantias previstas no artigo 7º da Constituição

São Paulo 31/05/2016 Manifestação em frente ao INSS no Viaduto Santa Ifigênia, contra a Reforma da Previdencia. Foto Paulo Pinto/Agencia PT
São Paulo 31/05/2016 Manifestação em frente ao INSS no Viaduto Santa Ifigênia, contra a Reforma da Previdencia. Foto Paulo Pinto/Agencia PT (Foto: Márcio Ayer)
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O rolo-compressor que atropelou a CLT com a liberação da terceirização segue em marcha para tentar esmagar outras conquistas da democracia, como aposentadoria, férias, 13º salário, irredutibilidade salarial, salário mínimo, descanso semanal remunerado, FGTS e demais garantias previstas no artigo 7º da Constituição. Não aceitamos esse massacre e nós, trabalhadores, devemos resistir!

Em parceria com entidades e movimentos reunidos na Frente Brasil Popular, usaremos tudo o que estiver à mão para emperrar a máquina infernal de Temer e seus aliados. É nas ruas que vamos barrar a reforma trabalhista, a reforma da Previdência e toda a agenda regressiva de direitos que vem sendo imposta pelo governo golpista. Com as reformas, Temer quer "pagar", com benefícios aos empresários, a fatura do Golpe que o levou ao poder.

Afinal, em paralelo ao papel político de livrar diversos corruptos, o Golpe foi armado por dinheiro. Estrangeiros, banqueiros e os setores mais atrasados do patronato sempre querem levar vantagem em cima dos trabalhadores. Também estão interessados em conter os ganhos que tivemos desde 2003. O poder aquisitivo das classes menos favorecidas
cresceu e melhorou sua qualidade de vida e de suas famílias.

Os governos anteriores promoveram crescimento econômico e redução das desigualdades de duas formas: com estímulo ao consumo e muito investimento público. O país produziu mais e gerou empregos para quem mais precisava. O financiamento para a "sonhada" casa própria foi possível e o ingresso dos filhos na faculdade também, com programas de crédito, entre outros projetos sociais. Para a vida continuar melhorando, o próximo passo seria diminuir a taxa de juros que o governo paga aos bancos pelas dívidas acumuladas há séculos. Afinal, enquanto a média mundial dos juros é de 2%, no Brasil está em torno de 14%.

É claro que os bancos não aprovam e, para acabar com a nossa alegria, começaram a patrocinar a campanha do Golpe, arrastando junto seus sócios na iniciativa privada (aqueles do patinho amarelo). Mesmo com tantas medidas favoráveis ao comércio e à indústria tomadas até então, como isenções de impostos e redução dos juros, os poderosos queriam mais.

As agências de espionagem dos Estados Unidos deram uma ajudinha. Identificaram os focos de corrupção nas empresas estatais (todo governo ou organização humana tem sua banda podre) e, ao mesmo tempo, treinaram a turma da Polícia Federal e do Judiciário. As informações levantadas por esta "força tarefa" – muitas das quais obtidas por meio de prisões ilegais, delações forçadas e investigações tendenciosas – caíram como uma luva no parlamento mais antipopular de todos os tempos.

Um Congresso que, com a honrosa exceção dos parlamentares progressistas, foi eleito com muita distribuição de dinheiro promovida pelo ex-deputado Eduardo Cunha. O mesmo Cunha que comandou o impeachment, financiado pelas mesmas empresas que defendem medidas como a terceirização, com apoio dos mesmos deputados que hoje querem retirar os direitos dos trabalhadores.

A bancada progressista resiste no Congresso, enquanto nós resistiremos nas ruas contra as reformas trabalhista e da Previdência.

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