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Ediel Ribeiro

Jornalista, cartunista e escritor

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Reinaldo, um cartunista do Casseta

Hoje (03/11/2023), Reinaldo faz 72 anos

(Foto: Divulgação)
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Rio - Uma vez, perguntei ao Jaguar quem ele achava o melhor cartunista brasileiro.  

Ele mandou: Reinaldo.

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Com essa credencial, Reinaldo foi admitido no “Clube dos Grandes Cartunistas Brasileiro”, com direito a carteirinha e tudo.

Reinaldo Batista Figueiredo é humorista, cartunista, ilustrador, redator, escritor, ator, músico e, apesar do sobrenome, gosta mais de gente que de cavalos.

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Carioca, filho de um comerciante e uma dona de casa, nascido em 3 de novembro de 1951 (Na verdade, foi no dia 2. Mas naquele tempo não pegava bem nascer no Dia de Los Muertos, como dizem os mexicanos).

Reinaldo começou a trabalhar como cartunista no “O Pasquim”, onde ficou de 1974 a 1985. Junto com Hubert e Cláudio Paiva, fez parte da segunda geração de cartunistas do semanário, editado entre os anos 70 e 80. 

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“Quando me perguntam como eu cheguei ao “O Pasquim” eu respondo: cheguei a pé” - diz, sorrindo.

Reinaldo morava em Copacabana, perto da redação do jornal, na ladeira Saint-Roman. 

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“Fazia desenhos para mim mesmo e nunca tinha publicado nada. Meus irmãos me incentivaram a ir lá mostrar meus desenhos. Um dia, criei coragem e fui lá no casarão da Saint-Roman. 

Dei sorte. 

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O Jaguar e o Ziraldo me receberam muito bem, gostaram dos desenhos e publicaram logo uma página inteira com meus cartuns. 

Aí comecei a mandar desenhos toda semana, depois passei a frequentar a redação. Fiquei lá de 1974 a 1985, e, na minha última fase, fui um dos editores” - diz.

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Lá, Reinaldo conheceu Hubert Aranha, Cláudio Paiva e um de seus maiores ídolos: Millôr Fernandes. “O Millôr foi fundamental. Quando eu era garoto lia as páginas dele no "O Cruzeiro" e achava impressionante”.

Eu não era tão íntimo do Millôr, mas, no “O Pasquim”, ele sempre foi gente boa. Sempre me deu força e até escreveu a contracapa do meu primeiro livro.

Millôr não gostava muito de ser chamado de intelectual, dizia que quem tem "obra" é pedreiro, mas tinha uma obra vasta. Meu livro preferido dele, o que mais me marcou, foi o "30 Anos de Mim Mesmo", uma antologia que ele lançou nos anos 70” - diz. 

Nos anos 80, passou a publicar suas charges no jornal “Tribuna da Imprensa”, do Hélio Fernandes, irmão do Millôr.

Em 1884, junto com Hubert Aranha e Cláudio Paiva, criou o tablóide “O Planeta Diário”. O jornal que tinha Clark Kent como repórter e Perry White como editor, fez enorme sucesso, chegando a vender mais de 100 mil exemplares, por edição.

Mais tarde, o “Planeta Diário” juntou-se a revista “Casseta Popular”, criando as “Organizações Tabajara” um conglomerado monopolista que passou a editar a “Casseta & Planeta”, e manteve, além da publicação, um programa de humor na “TV Globo”, durante 18 anos. 

O humorista  colaborou também em  publicações como os jornais “Folha de São Paulo”, “O Globo” e a revista “Piauí”. 

Reinaldo já lançou quatro livros: Escândalos Ilustrados (1984), Desenhos de Humor (2007), Noites de Autógrafos (2010) e A Arte de Zoar (2014).

“Na TV usei muito do meu lado desenhista para ajudar na caracterização de vários personagens. No personagem Devagar Franco, por exemplo, eu ajudava as cabeleireiras a "desenhar" o topete do Itamar . Era uma caricatura viva” - comenta.

Reinaldo também é músico. Toca contrabaixo no quarteto Companhia Estadual de Jazz (CEJ), um grupo carioca dedicado ao samba-jazz com o qual lançou um CD homônimo, em 2000, e outro em 2007, chamado "Via Bahia" . Os CDs podem ser ouvidos nas plataformas digitais e o grupo se apresenta em vários espaços cariocas.

Desde 2013 apresenta o programa “A Volta ao Jazz em 80 Mundos”, na Rádio Batuta, veículo do Instituto Moreira Salles. O título do programa faz alusão, provavelmente, ao romance francês “A Volta ao Mundo em 80 Dias”, do escritor Júlio Verne, lançado em 1873, ou, talvez, ao livro “A Volta ao Dia em 80 Mundos”, do escritor argentino e jazzófilo Julio Cortázar, não sei. Mas é bom. Muito bom.

Fã da “bossa nova” de Leny Andrade, seu gosto por música vem dos anos 1970. Nessa época, Reinaldo tocava pandeiro num obscuro conjunto de choro que nem nome tinha, mas era apelidado de “Época de Merda”. 

Hoje, os tempos são outros.

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