Representatividade e democracia

Esse modelo está detonado e com os dias contados, o voto distrital deve ser implantado e o corpo a corpo entre eleitor e eleito. Além disso, as doações não podem mais continuar desse modo

Esse modelo está detonado e com os dias contados, o voto distrital deve ser implantado e o corpo a corpo entre eleitor e eleito. Além disso, as doações não podem mais continuar desse modo
Esse modelo está detonado e com os dias contados, o voto distrital deve ser implantado e o corpo a corpo entre eleitor e eleito. Além disso, as doações não podem mais continuar desse modo (Foto: Carlos Henrique Abrão)
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O Brasil nessa quadra da história atravessa um sério e complexo procedimento que encerra o futuro da democracia e o conceito de sua representatividade. Nas eleições de 2014, quando foram gastos R$ 5 bilhões, se dispendeu mais recurso do que em qualquer País rico. O pior: nossos representantes do povo, ao assumirem, se acantonam em Brasília e somente voltam à planície depois de quatro anos para novamente pedir votos.

Esse modelo está detonado e com os dias contados, o voto distrital deve ser implantado e o corpo a corpo entre eleitor e eleito, mais as doações não podem mais continuar desse modo, o dinheiro público vai para o ralo com o superfaturamento e quem paga a conta e é sempre o mesmo o próprio contribuinte.

Deveríamos cotizar os valores recebidos das dez loterias hoje no País e um percentual ser alocado para os partidos políticos proporcionalmente ao número de representantes terminando definitivamente com doações de empresas e setores que não querem cooperar, mas sim um retorno muito caro com obras e serviços depois da eleição.

O modelo democrático pede o fim da era franciscana do dando que se recebe, e a classe política precisa urgente e rapidamente se conscientizar disso, cortar na própria carne as emendas parlamentares e fazer o País a ter metas, fazer superávit, diminuir os gastos, dando exemplo todos os poderes da República, indistintamente, inclusive para se revelar o quanto se gasta nos cartões corporativos.

As agencias reguladoras não comprovaram o pragmatismo e nem a razão de ser, o serviço público é de péssima qualidade e nossos governantes não perdem a esportiva somente desejam e ambicionam o aumento da carga tributária.

A exemplo, se o IPTU da cidade de São Paulo oportunizasse uma melhor condição de vida todos pagaríamos de bom grado, mas os faróis ficam no amarelo, as ruas alagadas, córregos transbordando bastam algumas horas de chuva e nem precisa dizer que não deu tempo para fazer pois já se inicia o terceiro ano do mandato sem conseguir fazer sequer 20% do prometido.

É bom que tenhamos o sistema de Recall assim depois de um tempo de mandato haveria um plebiscito para continuar ou tirar do cargo aquele que não cumprisse as promessas ou viesse a desagradar o eleitor.

Hoje o poder público quando não consegue fazer seu dever transfere para o cidadão, e ele paga a conta, as estradas reduzem suas velocidades pois não conseguem fazer boas pistas e o condutor sempre é pilhado para que tenha uma multa a favor do governo.

Estamos convivendo com direitos excessivos de alguns setores e somente obrigações doutro e isso não encerra uma expressão segura e dinâmica.

Enquanto isso o nosso mercado de capitais que viu explodir aberturas há muitos anos atrás hoje observa os papéis evaporarem e a nossa gloriosa Petrobrás perder mais de 100 bilhões além disso 600 bilhões de valor patrimonial de mercado.

A situação é difícil ou quase impossível que venha 2015 com mais honestidade, patriotismo e o sentimento no sentido de que se não houver melhora a caricata representatividade tem pedras fortes e instransponíveis no seu caminho da democracia.

Que nossas autoridades abram os olhos e comecem a pensar na sociedade civil e dar o rumo de uma nova dinâmica de poder e menos estragos aos cofres públicos.

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