"Resistir É Preciso": ato apoteótico no Tuca une sociedade contra o fascismo

Florestan Fernandes Jr., do Jornalistas pela Democracia, relata a manifestação no teatro da PUC que reuniu dezenas de lideranças do campo, das periferias, da educação, das igrejas, das comunidades indígenas, das artes e das minorias oprimidas. "Um ato que deu vez e voz àqueles que lutam diuturnamente quase que na clandestinidade imposta pela exclusão da cobertura jornalística dos grandes veículos da comunicação", diz ele

(Foto: Mídia Ninja)

Por Florestan Fernandes Júnior, para o Jornalistas pela Democracia 

Nos últimos dias, três atos em defesa da democracia, da liberdade de expressão e de repúdio ao fascismo ocorreram na cidade de São Paulo. Na quarta-feira, 11 de setembro, ao completar 54 anos de existência, o TUCA comemorou a data com um lindo e emocionante ato de resistência criativa, o "Resistir É Preciso". Ao abrir o encontro, a reitora da PUC, Maria Amália Pie Abib Andery,  ressaltou a importância das organizações e dos movimentos sociais se manifestarem em defesa da vida, do meio ambiente e do Estado Democrático de Direito. 

Uma noite que reuniu dezenas de lideranças do campo, das periferias, da educação, das igrejas, das comunidades indígenas, das artes e das minorias oprimidas, trazendo ao centro do palco do TUCA toda a diversidade e o pluralismo do nosso país. Um ato que deu vez e voz aos representantes legítimos do nosso povo. Aqueles que lutam diuturnamente quase que na clandestinidade imposta pela exclusão da cobertura jornalística dos grandes veículos da comunicação. 

Durante mais de três horas cada um deu o seu recado nas falas, nos cantos e nas danças. Um showmício de arrepiar, de fazer escorrer lágrimas e abrir o sorriso de gente tão sofrida. Quando a última parte do evento terminou, com as falas de Sérgio Mamberti e Lais Bodansky, entre outros, a plateia que lotou o TUCA começou a deixar o teatro. Mas muitos, apesar do avançado da hora, retornaram aos seus lugares ao ouvir a sanfona e a voz de Marcelo Jeneci cantando Felicidade. O público não se conteve. Boa parte invadiu o palco, cantou, dançou e se abraçou ao som dos músicos que se revezavam no palco. 

Foi uma verdadeira apoteose, uma manifestação de Amor coletivo que o Brasil tanto necessita. Pena que meus colegas da mídia corporativa, mais uma vez, não deram as caras. Afinal, desde quando lideranças dos movimentos sociais são notícia? Estamos acostumados. Em 1983, fizemos os primeiros comícios das Diretas Já sem a cobertura midiática. Pelo jeito, na luta contra o fascismo não vai ser diferente. Ainda bem que em tempos de internet já não precisamos mais tanto deles.  A Mídia Ninja registrou com competência cada momento desta linda festa no TUCA.






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