Rio: continuar “enxugando gelo” ou combater a raiz da violência?

O morador da favela não quer apenas inclusão social, mas também segurança pública tanto quanto o morador do asfalto. Ele exige ser tratado como o cidadão do asfalto, com todos os direitos civis e humanos garantidos pela Constituição de 1988

www.brasil247.com - O morador da favela não quer apenas inclusão social, mas também segurança pública tanto quanto o morador do asfalto. Ele exige ser tratado como o cidadão do asfalto, com todos os direitos civis e humanos garantidos pela Constituição de 1988
O morador da favela não quer apenas inclusão social, mas também segurança pública tanto quanto o morador do asfalto. Ele exige ser tratado como o cidadão do asfalto, com todos os direitos civis e humanos garantidos pela Constituição de 1988 (Foto: Benedita da Silva)


Ontem Maré, hoje novamente Cidade de Deus. Uma rotina macabra de tiroteios, ineficazes contra os bandidos, mas bastante "eficazes" para matar inocentes. Dessa vez foram mortos na Maré, uma criança de 3 anos e um adolescente de 10 anos.

Pela força bruta, já se tentou de tudo. Até mesmo a ocupação de comunidades pelas Forças Armadas, pelo projeto das UPPs. Um projeto que poderia dar certo se a ocupação militar fosse seguida pela ocupação social, o que não foi e tudo praticamente voltou ao que era antes.

O poder do crime organizado nas favelas tem um ponto fraco, que misteriosamente nunca é atacado pelas políticas de segurança. Nas favelas não se produz nem armas nem drogas. Estas são coisas que vêm de fora, por meios de poderosos esquemas criminosos que poderiam ser identificados e desmontados, se houvesse vontade ou talvez poder efetivo para tanto.

Enquanto a segurança pública não agir com inteligência e apenas com força bruta, a violência prosseguirá e infelizmente com mais vítimas inocentes. Toda a sociedade sai perdendo, ganhando apenas aqueles políticos demagogos que usam a violência como matéria prima para a sua pregação do confronto bélico.

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O morador da favela não quer apenas inclusão social, mas também segurança pública tanto quanto o morador do asfalto. Ele exige ser tratado como o cidadão do asfalto, com todos os direitos civis e humanos garantidos pela Constituição de 1988.

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Porém, o mínimo que o governo tem de fazer para isso é ter uma polícia inteligente, que localize e prenda o bandido, mas igualmente que proteja o morador e respeite seus direitos de cidadão. É respeitando que se conquista respeito!

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