Ritual mais justo para sepultar Temer e superar a crise

Da classe operária unida deve se erguer o cancelamento de todas as medidas neoliberais, antipopulares e antinacionais; a punição de todos os golpistas em todos os níveis!

Presidente Michel Temer 12/04/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Presidente Michel Temer 12/04/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Dom Orvandil)

Querida amiga Mirian Martinez, Santos, SP

Seus acessos ao meu blog e ao canal do You Tube me orgulham muito. Por esses meios busco refletir a análise de conjuntura e a busca de superação desta crise na qual os setores estúpidos capitalistas, feitos de uma matilha composta por rentistas, plutocratas, oligarcas da indústria, do comércio e da agricultura, aliados à mídia suja, de mãos e intestinos umbilicados ao imperialismo devastador de riquezas, das nações, dos povos e do planeta.

Vi na sua página no Facebook que a amiga postou sobre a foto de seu perfil os slogans "Fora Temer" e "Eleições diretas". Outro dia a elogiei por sua sensibilidade e inteligência de mulher que não opta pelo caminho da mediocridade e mesquinhez das mulheres que bateram panelas contra a presidenta Dilma e que se acovardam perante o golpe praticado pelo traidor e usurpador Michel Temer.

Recebo e-mails, mensagens de what's app e ligações telefônicas com perguntas angustiadas sobre qual a melhor e mais justa saída desse golpe que nos enfiou nas trevas densas da caverna onde nada é claro.

A angústia aumenta com a nuvem de "soluções" apresentadas pela mídia, na verdade uma só e mais enfática é o seu encaminhamento: "eleger" um presidente via colégio eleitoral, sem povo e sem Brasil, através do conspurcado Congresso Nacional.

A sociedade grita por eleições diretas, mas sem projetos, programas e candidatos claros.

Penso que é preciso reconhecer o único sujeito que deve tomar em suas mãos esse processo de mudanças no enfrentamento do golpe que tenta patrolar a democracia, a soberania do Brasil e os direitos dos trabalhadores: a classe operária.

Nesse sentido este sujeito construiu vitória fundamental com a greve geral do dia 28 de abril. Conseguiu unificar importantes setores das centrais sindicais, sindicatos e os movimentos sociais, muitos antes manipulados e iludidos pelo cinismo opressor da elite dominante.

A elevação da indignação uniu o lado do povo e assustou os traidores, oportunistas, fisiológicos e os canalhas do Congresso Nacional, ocupados com arranjos golpistas na destruição dos direitos dos trabalhadores.

Para o processo de avanços da classe operária e dos movimentos de massas as lengas lengas de privaricação, de obstrução da justiça e de corrupção do golpista Michel Temer são conversas moralistas da mídia e dos fundamentalistas. Para os trabalhadores tais condutas desses setores burgueses apodrecidos não são novidades nem servem como espetáculos. Temer, Aécio, Gueddel, Cunha, FHC e toda a laia são atores que sempre fizeram o que fazem e sempre soubemos deles, por isso nossa luta esclarecida não se surpreende com esses sangue sugas, que sempre viveram do sangue sugado do povo.

Eles desparecerão nos córregos dos esgotos e se misturarão ao lixo mais tosco que a classe operária jogará pelas janelas e portas abertas pela força da unidade na luta.

Sou adepto de que o principal desafio da classe operária é gestar sua unidade. A nova configuração da classe trabalhadora, que se estende a todos os setores de produção direta de mais-valia (incluindo amplos setores considerados de serviços, aqueles ligados às novas tecnologias, desempregados e trabalhadores do setor informal), deve influenciar na concepção da luta expressa na greve geral, como de classe e de massas, urdida com base em um programa de unidade que transite o Brasil do atual processo de ruptura democrática para uma democracia mais ampla. A greve geral engravidou-se desse programa de unidade que precisa se constituir como programa de emergência, pautado em alguns pontos essenciais:

– sustar o impeachment e restituir o governo legitimamente eleito, promovendo assim a reconciliação com o processo democrático, fazendo valer novamente a Constituição;

– devido às inúmeras violações e alterações da Constituição é necessário convocar nova Constituinte – agora exclusiva, a ser dissolvida com a conclusão dos trabalhos;

– sustar todas as medidas políticas e econômicas efetuadas pelo governo golpista;

– garantir o calendário e o processo eleitoral segundo as novas regras constitucionais e legislação específica, com transparência do processo e igualdade de participação em termos econômicos e de liberdade de expressão.

Nestas condições, a potencialidade desta greve geral de 28/04 pode representar a entrada decisiva do sujeito histórico que será capaz de alterar definitivamente a correlação de forças a favor dos trabalhadores e elevar todo o processo de luta contra o golpe a novo patamar do desenvolvimento humano da sociedade brasileira.

Da classe operária unida deve se erguer o cancelamento de todas as medidas neoliberais, antipopulares e antinacionais; a punição de todos os golpistas em todos os níveis!

Evidentemente que o processo da convocação de eleições e da Constituinte deve passar pela recondução da Presidenta Dilma ao cargo que lhe foi retirado pelo golpe cujos resultados e imoralidade todos vemos pelo que acontece a céu aberto, para nosso constrangimento no mundo.

Não há como pensarmos e retomarmos as eleições sem o respeito constitucional à presidenta eleita.

O rito da recondução de Dilma é passo essencial no enterro do golpe, do traidor Temer e de todos os ladrões que formam seu governo ilegítimo.

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