Rumo ao sucesso

A cobrança pelo sucesso e o sucesso é geralmente entendido como acúmulo de capital, fazendo com que muitas vezes a escolha profissional esteja ligada ao poder econômico, muito mais do que uma vocação

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Havia uma família composta por seis irmãos. O pai deles era médico e os filhos, cinco deles também e um era oficial das Forças Armadas. Costumava ouvir com certa constância do seu genitor que poderia chegar à Presidência da República (O fato se passara na década de 1960), mas se não tivesse um curso superior para ele o seu filho não era nada. 

Procurando satisfazer o desejo do pai, o jovem tentou várias vezes sem sucesso, ser aprovado no vestibular para cursar medicina. Percebendo que o tempo se passava e não conseguiria realizar o desejo do seu pai, resolveu prestar exame de vestibular para o curso de odontologia. Enfim, conseguiu ser aprovado. Concluiu o curso. Não era medicina, mas estava na área de saúde como os demais membros da família.

Existem várias atividades que são exercidas e que deveriam ser mencionadas no texto. Porém, limitamos a comentar algumas. Infelizmente, nem sempre é assim, mas quando se abraça uma carreira profissional, a mesma deve ser escolhida pelo critério vocacional. Acontece que a cobrança pelo sucesso e o sucesso é geralmente entendido como acúmulo de capital, fazendo com que muitas vezes a escolha profissional esteja ligada ao poder econômico, muito mais do que uma vocação. 

Não foi por acaso que Erich From ao escrever o seu livro “Análise do Homem”, afirmou que “como o homem moderno se sente ao mesmo tempo como o vendedor e a mercadoria a ser vendida no mercado, sua autonomia depende de condições que escapam a seu controle. Se ele tiver sucesso, será valioso; se não, imprestável”. E assim cresce de maneira avassaladora o número de pessoas que exercem determinada atividade profissional, sem nenhuma identificação.

 Na verdade, alguns estão por status, ou por uma tradição familiar, e há também os que se tornam profissionais de algo que os pais desejavam para si, mas que os percalços da vida não permitiram. Projetam nos filhos o que eles não conseguiram.

(Coautoria de Débora Vieira, acadêmica de História)

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