Salvem a Floresta! Salvem o País!

A poetisa Cristine Nobre Leite comenta sobre a morte de Dom e Bruno e os desmandos do governo Jair Bolsonaro sobre o meio ambiente brasileiro

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(Foto: Nando Motta)


Cipó de Aroeira

Salvem a Floresta! Salvem o País!

Por Cristine Nobre Leite

Acham-se donos da Terra
Acham-se donos de rio
Garimpo de fim sombrio
Ao indígena vão em guerra
Toda a natureza berra
Desprezo ao ambientalismo
O mesmo com o jornalismo
Dom e Bruno fogem à vista
E um governo fascista
Vai zombando com cinismo

Dom e Bruno torturados
Mortos lá dentro da selva
E não estão sobre a relva
Seus corpos dilacerados
Há pertences encontrados
Sem corpo inteiro pro manto
Crueldade causa espanto
Naquele que for humano
E um governante tirano?
Faz da maldade o seu canto

Amazônia dominada
Pelo crime organizado
O Brasil todo encharcado
Há uma peste alastrada
E nessa estranha cruzada
O Mal no Bem cai ligeiro
Estrangeiro ou brasileiro
Inglês ou pernambucano
Digo sem nenhum engano
Tem viver mais passageiro

Um país nada enxuto
Com sangue sempre molhado
Sempre há um corpo apagado
Sobre esse solo tão bruto
Deixando a gente de luto
De Justiça? Desvalidos!
Aos céus soltamos pedidos
Que logo isso tudo acabe
E Deus é bom e bem sabe
Que não seremos vencidos

Crime que foi amparado
Por quem governa o pais
Ouvi da Leila Diniz
Um som que tenho guardado
Com Milton ficou gravado
E vou parafrasear:
"A Terra, os rios, o mar
Não é de Espanha ou de Holanda
(O coração é quem manda)
É de quem o sabe amar"...

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