Ricardo Mezavila avatar

Ricardo Mezavila

Escritor, Pós-graduado em Ciência Política, com atuação nos movimentos sociais no Rio de Janeiro.

465 artigos

HOME > blog

São as águas de março fechando o caixão

Quando a depressão econômica inevitavelmente vier, o material da campanha “O Brasil não pode parar”, estará nas redes sociais dizendo: “eu avisei”. O velho mundo vai ruir, não podemos deixar que os fascista recolham os caquinhos e reconstruam a muralha.

São as águas de março fechando o caixão (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

Peço licença ao maior compositor da música brasileira, Tom Jobim, para usar em tom satírico a inspiração divina de sua obra clássica Águas de março.

Com essa introdução e de olhar retrospectivo, imagino o mês de março de dois mil e vinte, como sendo o marco zero das transformações que a sociedade experimenta entre um tempo civilizatório e outro.

Um fato está esclarecido, não mais nos dividimos entre pão com mortadela e coxinha, mas em quem valoriza o capital e quem valoriza a vida.

O presidente, aquele que deveria guiar os rumos da nação, proteger e minimizar as dificuldades, é potencialmente um genocida, está sempre apontando a direção do caos.

Com varinha de marmelo, Bolsonaro orienta o gado rumo ao brejo, quando deveria estar com a batuta regendo o país rumo ao desenvolvimento.

O governo, em meio a grave ameaça epidêmica, quando aumenta a necessidade da quarentena por conta das mutações do coronavírus, lança campanha  incentivando o fim do isolamento social, contrariando todas as recomendações médicas.

Bolsonaro aposta que a campanha pode vir a ser um capital político mais adiante, quando fechar a contabilidade dos mortos e passarmos a contar as falências e os desempregados.

Quando a depressão econômica inevitavelmente vier, o material da campanha “O Brasil não pode parar”, estará nas redes sociais dizendo: “eu avisei”.

O velho mundo vai ruir, não podemos deixar que os fascista recolham os caquinhos e reconstruam a muralha.

Impeachment, já!

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.