São Paulo mais que digital

Não exageramos ao afirmar que a cidade, que já é a capital do turismo de negócios, será também a capital inteligente do país, pois estimula o surgimento do empreendedorismo e a inovação tecnológica que é inerente a esse setor

São Paulo é a maior e mais rica cidade brasileira e, por suas próprias características, está na frente das demais capitais pelo vigor de competitividade do setor privado. Mesmo assim, a Prefeitura soube identificar as lacunas do mercado e agiu para combater a exclusão digital e entregou em abril de 2015 um total de 120 praças digitais e parques conectados por internet banda larga e gratuita por meio do programa Wi-Fi Livre SP. Esse serviço já proporciona mais de 2,5 milhões de conexões por mês.

Em uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do ABC (UFABC), foi constatado que 75% dos moradores próximos aos locais com o WIFI livre usam o serviço com frequência. A maioria dos usuários ganha até um salário mínimo, o que revela a importância social do programa para as populações de baixa renda. E recentemente foi lançada a proposta de expansão do serviço para mais localidades contando com a parceria do setor empresarial em troca de publicidade.

Outro projeto importante de inclusão digital foi a remodelação e implantação de novos telecentros, que atendem atualmente 140 mil pessoas/mês. O serviço funciona em 160 locais por toda a cidade e serve de ponto de acesso a outros serviços como a Universidade Aberta do Brasil (UAB/UNICEU) que funciona dentro dos Centros Educacionais Unificados (CEUs) e o Programa Operação Trabalho (POT), para apoiar o cidadão a conseguir um nova colocação no mercado.

Garantir o acesso à internet não é mais a única tarefa de quem quer fomentar a inclusão digital. O surgimento rápido de novas tecnologias como impressoras 3D fresadoras e cortadoras laser entre outras, impulsionou a Prefeitura a criar uma Rede Municipal de Laboratórios de Fabricação Digital – o FabLab Livre SP. Foram abertos 12 desse equipamentos, quatro deles na Zona Leste, a mais populosa da capital. Nos laboratórios, a população aprende a fabricar móveis e brinquedos, imprimir maquetes, desenvolver robôs e drones, além de equipamentos de tecnologia assistiva para pessoas com deficiência.

Em junho, a empresa de consultoria Urban Systems classificou a cidade de São Paulo em primeiro lugar entre a 50 cidades mais inovadoras do país. Entre os itens que foram levados em consideração estão o funcionamento dos Laboratórios de Fabricação Digital.

Sobre serviços de governo eletrônico e aplicativos, a Prefeitura de São Paulo conta com enorme portal criado há 15 anos. São milhares de páginas e acessos a serviços públicos online, além de aplicativos como o "Tá na mão" que orienta sobre riscos de contrair DST/AIDS ou o recém-lançado "Aqui tem remédio" que ajuda a localizar remédios para pacientes do SUS.

No quesito "transparência", a cidade é campeã: foi a primeira do país a tirar nota 10 na Escala Brasil Transparente, criada pela então Controladoria Geral da União (CGU) para medir a adoção de medidas de transparência em municípios ou estados. A capacitação de servidores municipais para uso e gestão da rede é feita de maneira constante pelas próprias secretarias municipais com apoio da Prodam ou por meio de iniciativas como a São Paulo Aberta, criada pelo prefeito Fernando Haddad que, dentre outras ações, oferece oficinas, cursos e atividades que ocorrem em telecentros, CEUs e casas de cultura em todas as regiões da Cidade.

O uso da Internet vai fazendo de São Paulo uma Cidade, além de Digital, Inteligente: o Controle de Transportes de Resíduos da Construção Civil está sendo implantado para monitorar as caçambas de entulho; também já está em estudo o monitoramento das luminárias de LED, através de um sistema de telegestão, que possibilitará uma rápida manutenção de falhas e o controle real do consumo de energia.

Em São Paulo, equipamentos, softwares, espaços e programas públicos estão funcionando a contento com participação dos moradores. Por isso, permitem a sua manutenção e expansão para beneficiar mais paulistanos. Não exageramos ao afirmar que a cidade, que já é a capital do turismo de negócios, será também a capital inteligente do país, pois estimula o surgimento do empreendedorismo e a inovação tecnológica que é inerente a esse setor.

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