Saúde: momento é de resistir!

Mais do que nunca é hora da resistência por parte dos profissionais de saúde e usuários do sistema que lutam pelo SUS há anos. O ataque vem a galope e somente a luta organizada dos movimentos sociais, sindicatos e organizações poderá detê-lo

Que o ilegítimo governo Jaburu-Temer viria com força para acabar com o máximo de direitos sociais conquistados nos últimos anos não era segredo para ninguém. Mas o que tem chamado a atenção de todo mundo, inclusive entre os que o defenderam, é a intensidade e velocidade com as quais as propostas têm sido anunciadas.

A bomba desta manhã é a entrevista em que o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), defende que o SUS precisa ser revisto. Mas engana-se quem pensar que "revisto" passa por melhorar ou qualificar o nosso sistema público de saúde. Na concepção do novo Ministro da Saúde, não há capacidade financeira que permita suprir todos os direitos constitucionais. Em outras palavras, querem acabar com os direitos, entre eles o Sistema Único de Saúde.

Ele chega a ter o disparate de comparar o Brasil à situação da Grécia para defender uma "repactuação". E mais uma vez esta é uma palavra que pode significar muita coisa, porém, para o ministro, repactuar significa cortar ainda mais investimentos, como o exemplo do qual se utilizou sobre o corte de aposentadorias lá na Grécia.

O ministro não parou por aí. Em poucas palavras, conseguiu dizer que a Constituição Brasileira só possuía direitos e não possuía deveres. A grande pergunta que fica para a população brasileira é se realmente concordamos com esta afirmação. Se realmente achamos que temos direitos demais.

Mais do que nunca é hora da resistência por parte dos profissionais de saúde e usuários do sistema que lutam pelo SUS há anos. O ataque vem a galope e somente a luta organizada dos movimentos sociais, sindicatos e organizações poderá detê-lo. E não será somente com a saúde. Por isso é de fundamental importância que a luta também esteja articulada com outros setores de resistência organizados em espaços mais amplos, como a Frente Brasil Popular que tem sido impulsionadora desta resistência em todo o país.

Não há tempo a perder. Como tem se falado, Luto para nós é verbo e o momento é crítico. Não lutamos por anos para ver as conquistas do SUS escaparem desta maneira. Se muito ainda há por fazer, não será retirando direitos que avançaremos na construção de um sistema de saúde cada vez mais digno e qualificado para atenção à população.

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