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Alex Solnik

Alex Solnik, jornalista, é autor de "O dia em que conheci Brilhante Ustra" (Geração Editorial)

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Se Assange fosse julgado no Brasil pegaria mais de 1000 anos

"A prisão de Julian Assange, em Londres, expôs o absurdo das penas praticadas em nosso país depois que o juiz Sérgio Moro iniciou aquilo que ficou conhecido como Operação Lava Jato", diz Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia; "Se Assange fosse condenado por cada documento que publicou, como é praxe no Brasil, pegaria mais de 1000 anos"

Se Assange fosse julgado no Brasil pegaria mais de 1000 anos (Foto: Reuters)

Por Alex Solnik, colunista do 247 e membro do Jornalistas pela Democracia

A prisão de Julian Assange, em Londres, expôs o absurdo das penas praticadas em nosso país depois que o juiz Sérgio Moro iniciou aquilo que ficou conhecido como Operação Lava Jato.

Acusado de conspiração por ter divulgado, em 2010, milhares de documentos secretos que abalaram a reputação do governo norte-americano e revelaram crimes hediondos, o jornalista australiano está sujeito à pena máxima de cinco anos de cadeia de acordo com a Justiça dos Estados Unidos, onde será julgado.

O ex-presidente Lula, acusado, sem provas, de ter recebido um imóvel na praia de 200 metros quadrados cumpre pena de 12 anos de cadeia.

E já foi condenado em primeira instância a mais 12 por ser, supostamente, dono de um sítio, também sem provas.

Se Assange fosse condenado por cada documento que publicou, como é praxe no Brasil, pegaria mais de 1000 anos.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.