Sem Lula Livre não haverá conversa

Não se abandona um companheiro ferido na beira da estrada. Muito menos se abre mão do protagonismo porque quem tem menos votos acha que deve ser assim.

Ricardo Stuckert
Ricardo Stuckert (Foto: Ricardo Stuckert)

Em nenhum país do mundo democrático se abandonaria um líder político preso injustamente, sem provas, sem materialização de qualquer delito seu. Mas no Brasil, está surgindo a categoria dos “democratas de ocasião”. São jornalistas, blogueiros, palpiteiros e partidos, que de uma hora para a outra resolveram falar a mesma língua. Todos eles questionam o papel do Partido dos Trabalhadores como um dos principais condutores da luta contra a intolerância que reina no Brasil atual.

Querem estes, que o PT deixe de ser o protagonista com a força que tem na militância, sendo o partido que mais filiado tem, com o poder de mobilização da sociedade para, simplesmente, dar espaço, não há outro agrupamento político, mas a outra figura política que teve menos votos nas urnas que PT na última eleição presidencial. Se fosse no mundo do futebol, seria o mesmo que tirar Pelé da seleção brasileira para a entrada em campo de “Mané da Perna Torada”.

É justa a mobilização de uma frente para aglutinar a esquerda e o centro na busca de criar uma alternativa viável para o próximo pleito eleitoral, mas como o próprio movimento, batizado de “Direitos Já! – Fórum pela Democracia” diz, é preciso que o debate seja democrático e não imposto por aqueles que diuturnamente atacam, assim como o Bolsonarismo, o Partido dos Trabalhadores. Não se pode querer conversar com alguém, e ao mesmo tempo o esculhambar em palestras, reuniões, entrevistas, declarações e agora com textos elaborados por jornalistas com flagrante direcionamento.

O PT é o maior partido de oposição, teve o maior número de votos na oposição para presidente, tem a maior bancada federal, um líder que, mesmo mantido como preso político, consegue ter apoio da população, e nos aparecer gente para dizer que a liberdade dele não é importante para a luta democrática. O que essa gente está querendo? Não se abandona um companheiro ferido na beira da estrada. Muito menos se abre mão do protagonismo porque quem tem menos votos acha que deve ser assim.

Não há registro na história do PT de que o partido tenha se recusado a estar em uma frente de luta por democracia. Mas achar que o partido deve abrir mão do LULA LIVRE é infantilidade daqueles que querem abrir espaço no grito.

Sem Lula Livre não haverá conversa, é simples assim.

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