Só pode desistir do Brasil quem nunca acreditou nele

"Não desista do Brasil." A frase célebre de Eduardo Campos, sacramentada na entrevista ao JN, ganha as páginas da grande imprensa, é pauta de articulistas, viraliza nas redes sociais e – pasmem! –, se transformou em provocação na boca da oposição

"Não desista do Brasil." A frase célebre de Eduardo Campos, sacramentada na entrevista ao JN, ganha as páginas da grande imprensa, é pauta de articulistas, viraliza nas redes sociais e – pasmem! –, se transformou em provocação na boca da oposição
"Não desista do Brasil." A frase célebre de Eduardo Campos, sacramentada na entrevista ao JN, ganha as páginas da grande imprensa, é pauta de articulistas, viraliza nas redes sociais e – pasmem! –, se transformou em provocação na boca da oposição (Foto: Éden Valadares)

"Não desista do Brasil." A frase célebre de Eduardo Campos, sacramentada na entrevista ao Jornal Nacional ganha as páginas da grande imprensa, é pauta das reflexões de articulistas Brasil afora, viraliza nas redes sociais e – pasmem! –, se transformou em provocação na boca da oposição. Não aceito tal provocação. Não há como aceitar. Seja por respeito à biografia de quem a proferiu, seja pela trajetória de quem tenta se apropriar dela como instrumento da disputa política.

Campos não desistiu do Brasil, isso é fato. Não à toa foi dirigente do movimento estudantil, fundador do Partido Socialista Brasileiro, deputado e governador aliado à agenda de esquerda, ministro do Governo Lula. Não à toa esteve sempre ao lado das mudanças, da pauta transformadora, da luta por mais igualdade social e pela democratização do país. A opção coletiva do PSB – sim, a candidatura de Eduardo representava um projeto coletivo partidário e não somente uma opção pessoal, como tentam resumir alguns comentaristas políticos – de apresentar chapa própria nestas eleições mais do que uma discordância com o governo, era um direito inegável de apresentar mais uma alternativa progressista ao país.

Mas, voltando, não há como aceitar tal provocação, sobretudo, pela história de quem tenta se apropriar. Me refiro aqui à oposição conservadora, ao PSDB, ao DEM e seus aliados – estejam eles nas redações, agremiações, federações patronais ou staffs do sistema financeiro.

Estes, sim, desistiram do Brasil!

Desistiram do país ao propor o retorno da agenda neoliberal. Desistiram quando propõe o controle da inflação através do aumento do desemprego. Quando sugerem retirar do estado o papel de planejar o desenvolvimento do país e submeter ao tal "mercado" esse dever.

Desiste do Brasil quem é contra a ampliação das universidades federais, das escolas técnicas, do PRONATEC e do PROUNI. Quem é contra os Mais Médicos e quem, por hipocrisia, fala em mais saúde na TV mas no Congresso tira bilhões de recursos extinguindo a CPMF. Desiste do Brasil quem é contra o Minha Casa Minha Vida, o Bolsa-Família, a recuperação do poder de compra do trabalhador.

Desiste do Brasil quem não aceita, não acredita, não confia e não gosta do seu povo. Quem tem vergonha da pele, da cor, do sotaque, do cheiro do seu povo; estes sim, desistiram do país. Quem prefere, ao seu povo, uma "massa cheirosa".

Estes desistiram do Brasil. Aliás... quando foi mesmo que acreditaram?!

Coordenador de mídias sociais da campanha Rui Costa, foi assessor do Governador Wagner e secretário de juventude do PT/BA

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