STF, ódio e vingança. Únicos capazes de “unir” coxinhas e mortadelas!

Os Coxinhas, como de praxe, queriam ver pelas costas a chapa “Dilma-PT”, enquanto os mortadelas queriam ver a chapa “Temer- Impeachment”, fora da politica. Todos torcendo pela impugnação da chapa e após decisão a decepção foi geral. Os comentários nas redes sociais foram uníssonos e todos afinados, como se torcessem para um único time e não duas torcidas rivais como de costume

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, e Michel Temer
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, e Michel Temer (Foto: Judson Nascimento)

A decisão do STF de absolver a chapa Dilma-Temer conseguiu realizar um feito jamais imaginado, que foi unir coxinhas e mortadelas em prol de um desejo comum, algo impensável no atual cenário político. Ambos queriam a mesma coisa por razões diferentes.

Os Coxinhas, como de praxe, queriam ver pelas costas a chapa “Dilma-PT”, enquanto os mortadelas queriam ver a chapa “Temer- Impeachment”, fora da politica. Todos torcendo pela impugnação da chapa e após decisão a decepção foi geral. Os comentários nas redes sociais foram uníssonos e todos afinados, como se torcessem para um único time e não duas torcidas rivais como de costume.

Os coxinhas mais uma vez se deixaram levar pelo ódio e os mortadelas pela vingança. Estes sentimentos os uniram em prol de uma causa comum, fazendo com que perdessem de vista as consequências da decisão proferida pelo STF. A impugnação da chapa colocaria mais uma vez os coxinhas como artífices de uma mudança espúria e os mortadelas, olhando a curto prazo, ao saciar sua sede de vingança, parece favorecer exatamente o que rejeitam.

Pense comigo e diga o que acha! Talvez o Fora Temer com a impugnação da chapa Dilma-Temer não fosse o melhor acontecimento, tendo em vista que se a chapa fosse impugnada, assumiria o Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados.

Este teria 30 dias para convocar eleições indiretas, tempo muito curto para qualquer mobilização contrária. Neste possível cenário a força das "diretas já" ficaria comprometida, já que ao ser eleito um novo presidente companheiro de Temer/PMDB/PSDB, mudaria apenas seis por meia dúzia, porém com força para aprovar as reformas tanto trabalhista quanto da previdência. Entendo que nesta situação seria praticamente impossível mudar esta realidade, estendendo assim este “novo” governos até o final de 2018.

Apesar de concordar que houve manipulação no resultado, não se pode perder de vista que há males que vêm para o bem. Com a não impugnação da chapa, ganha-se tempo para fortalecer as diretas, bem como há a possibilidade de novas delações contra o Ilegítimo presidente Temer, inclusive por parte do ex-deputado Rocha Loures.

É possível que o inquérito do procurador Rodrigo Janot contra Temer, enfraqueça significativamente o governo. Este fato poderá estimular a debandada dos partidos da base de apoio, em especial o PSDB, fazendo com que as reformas percam força, abrindo-se caminho para a reivindicação de eleições diretas com maior possibilidade de sucesso.

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