Tasso Jereissati desistiu para costurar apoio de Leite a Ciro Gomes

Eduardo Leite teria o papel de derrotar Doria agora nas prévias do PSDB para, mais adiante, ser o vice na chapa de Ciro Gomes. Tasso e Ciro, parceiros no Ceará, nunca deixaram de jogar juntos, escreve o jornalista Rodrigo Vianna

www.brasil247.com - Eduardo Leite, Ciro Gomes e Tasso Jereissati
Eduardo Leite, Ciro Gomes e Tasso Jereissati (Foto: Agência Brasil)


por Rodrigo Vianna

Em torno da mesa, na sala reservada de um restaurante na zona sul de São Paulo, ex-ministros de Estado e juristas progressistas trocam impressões sobre os últimos movimentos da direita liberal - desesperada diante do avanço de Lula.

Um deles, veterano observador da cena política e que conhece os bastidores do PSDB apesar de não estar mais no partido, lança luzes sobre as reais intenções do senador Tasso Jereissati. Em sua visão, Tasso desistiu da pré-candidatura e declarou apoio a Eduardo Leite nas prévias do PSDB não porque acredite no jovem governador pra liderar a Terceira Via; Tasso fez esse movimento porque aposta que Leite tem um perfil mais aberto a composições e ao diálogo do que João Doria.

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Nosso arguto observador foi mais longe: Eduardo Leite teria o papel de derrotar Doria agora para, mais adiante, ser o vice na chapa de Ciro Gomes. Tasso e Ciro, parceiros no Ceará, nunca deixaram de jogar juntos.

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Com essa jogada, Jereissati (que hoje teria dificuldades até para se reeleger senador no Ceará) se transformaria no padrinho de uma chapa reunindo o pupilo Ciro e o jovem Leite.

O governador do Rio Grande do Sul ajudaria a "limpar a imagem" de Ciro junto a operadores de mercado que torcem o nariz para o discurso nacional-desenvolvimentista do presidenciável do PDT. E daria ao pedetista uma janela para dialogar com a classe média do Sul e do Sudeste. Além de consolidar o apoio da Globo.  

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Lançado nacionalmente durante entrevista no Programa do Bial, Eduardo Leite tem apoio também de Aécio Neves e da maior parte das seções estaduais do PSDB. Muitos caciques tucanos aceitam abrir mão da candidatura própria, para oferecer o vice numa composição. Mas, para isso, precisam antes derrotar o projeto pessoal de Dória, cada vez mais isolado no partido. Até Geraldo Alckmin estaria adiando a saída do PSDB, justamente para ajudar na tarefa de derrotar Dória e ungir Leite.

A consultoria Eurasia cravou, semana passada, que Leite já é o favorito nas prévias do PSDB: um favorito que toparia o papel de coadjuvante numa chapa mais ampla da centro-direita.

Tudo isso faz sentido no papel, não fosse um detalhe: Eduardo Leite e Ciro, juntos, continuam a ser raquíticos diante de Bolsonaro e Lula.

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Tasso Jereissati segue a ser um habilidoso articulador entre a política e o mundo empresarial, mas não resolve um problema: como injetar votos na Terceira Via? Parece uma tarefa quase impossível, mesmo com apoio da Globo e do Itaú. 

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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