Temer e seu perdido senso de ridículo abala até... o Itamaraty!

Michel Temer bem poderia se recolher ao seu papel meramente decorativo: agindo assim faria menos mal ao Brasil e evitaria criar embaraços diplomáticos nas relações bilaterais Brasil/EUA

21-07-2015 Vice-presidente Michel Temer em palestra na seção da Ordem dos Advogados de Nova Iorque ABAesq
21-07-2015 Vice-presidente Michel Temer em palestra na seção da Ordem dos Advogados de Nova Iorque ABAesq (Foto: Daniel Quoist)
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A carta-desabafo enviada pelo vice-presidente Michel Temer à presidente Dilma Rousseff na semana passada continua sendo um dos momentos mais patéticos envolvendo a relação de um vice com sua presidente.
 
Vazada pelo próprio Michel Temer à imprensa, como se comprova facilmente da hora em que passou a ciruclar na internet, o uso de seu amigo jornalista Moreno que mantém blogue no jornal O Globo não deixam dúvidas quanto a isto. 
 
No entanto, verdade seja dita, foi o próprio Temer que, vendo o papel de cretino a que foi alçado por tantos quantos leram a carta, tratou logo de imputar culpa ao Planalto pelo vazamento da amadorística missiva. A carta e seu autor logo passaram a ocupar todos os espaços midiáticos na internet na forma memes, chacotas, caricaturase outros criativos meios de ridicularizar o agora conhecido com "vice-decorativo". 
 
A carta tem a profundidade de um pires raso quando se cotejam os cargos elevados ocupados pelo remetente e pelo destinatário.  
 
Até uma formiga de joelhos e sem correr risco de afogamento atravessaria aquele palavreado adolescente de quem se sente preterido, rejeitado e que nutre maldisfarçada birra de quem sempre - vemos agora -  esperou doses - mínimas que fossem - de afago e de apreço.
 
Agora, como senso de ridículo parece ter renunciado ao Jaburu, o palácio residencial do vice-presidente, surge na imprensa um desdobramento no mínimo curioso, inusitado com certeza, e embaraçoso para qualquer pessoa imparcial que busque entender o estranho relacionamento de um vice-presidente com sua Chefe, a presidente da República.
 
O inusitado é que na carta enviada à presidente Dilma Rousseff, o vice-presidente em uma de suas infantis reclamações mostra-se ressentido por não ter sido convidado pela Chefe para estar presente na audiência oficial que ela concedeu ao Temer norte-americano, Joe Biden, em sua visita ao Brasil. 
 
Com certo ar de enfado e ironia, sabemos que vice-presidente dos Estados Unidos, convidou o peemedebista para um encontro em Washington. E também que a embaixada norte-americana sondou Temer, que, segundo o jornal O Globo, se demonstrou disposto a se reunir com Biden.
 
Que situação patética essa: o país passa a ser visto como "segunda linha" quando a sua segunda mais alta autoridade governamental faz esforços para ser recebido por seu similar da potência do Norte, como se isso fosse algo que trouxesse algum benefício ao país que tem a maior sétima economia do mundo.
 
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Podemos imaginar o tipo de troca de correspondências entre o Itamaraty e o Foreign Affairs dos EUA:
 
"Senhor Vice-Presidente Biden,
 
Pelo amor de Deus arranje quinze minutinhos de sua agenda para receber em audiência o vice-presidente brasileiro, o senhor Michel Temer. Ele está inconsolável por não ter sido convidado a estar presente na audiência que o senhor manteve com a presidente Rousseff durante as cerimônias de sua posse em janeiro último.
O nosso vice é muito infantil e acredita que estar com o senhor, em uma sala por poucos minutos que seja, elevaria sua condição de vice-presidente meramente decorativo para uma posição de profundo respeito no cenário nternacional. 
 
Senhor Biden,
 
Dedicar um pouco de atenção ao nosso vice, mesmo que este tenha aquele seu conhecido ar de manequim de funerária poderá vir a ser muito valioso para o futuro das relações Brasil/Estados Unidos. Simples: ele trabalha dia e noite para tomar o lugar de Rousseff nos próximos meses e isso acontecerá se ela for punida pelo impeachment..."
 
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Michel Temer bem poderia se recolher ao seu papel meramente decorativo: agindo assim faria menos mal ao Brasil e evitaria criar embaraços diplomáticos nas relações bilaterais Brasil/EUA. 
 
Embaraços?
 
Sim, embaraços, porque se acontecer tal infausto evento, nada o Brasil ganharia com isso, o vice americano Biden perderia tempo precioso de sua agenda e o nosso Michel Temer ganharia ainda mais avassaladora mídia negativa em nosso patropi.

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