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Alex Solnik

Alex Solnik, jornalista, é autor de "O dia em que conheci Brilhante Ustra" (Geração Editorial)

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Temer manteve isso

"Tudo indica que quem substituiu Joesley na missão de manter Cunha sob controle foi o próprio Temer, mantendo a tropa de choque de Cunha em postos-chave do governo, mantendo os cargos de seus protegidos e dando-lhe, como presente de Natal, a nomeação de Carlos Marun para a estratégica Secretaria de Governo, onde se localiza o cobiçado balcão de negócios. Ou seja: colocando Cunha dentro do Palácio do Planalto. E fazendo o que mais gosta", comenta Alex Solnik; "Talvez por isso há quem suspeite que o ex-deputado não está preso. Não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo", diz o jornalista

"Tudo indica que quem substituiu Joesley na missão de manter Cunha sob controle foi o próprio Temer, mantendo a tropa de choque de Cunha em postos-chave do governo, mantendo os cargos de seus protegidos e dando-lhe, como presente de Natal, a nomeação de Carlos Marun para a estratégica Secretaria de Governo, onde se localiza o cobiçado balcão de negócios. Ou seja: colocando Cunha dentro do Palácio do Planalto. E fazendo o que mais gosta", comenta Alex Solnik; "Talvez por isso há quem suspeite que o ex-deputado não está preso. Não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo", diz o jornalista (Foto: Alex Solnik)

Temer garante que ao pronunciar a célebre frase "tem que manter isso, viu", respondendo ao comentário de que Joesley Batista estava cumprindo seu dever todo mês e tal com Eduardo Cunha, não estava se referindo à compra de silêncio do amigo/ desafeto.

Os fatos subsequentes mostraram, no entanto, não ser possível haver outra interpretação.

Como Joesley ficou impedido de "manter isso", por razões óbvias, alguém o fez em seu lugar, pois Cunha, como todos viram, se manteve quieto desde então, 19 de maio de 2017.

Não só quieto, mas fã de carteirinha de Temer, disposto a defender a sua reputação.

Comportamento oposto ao demonstrado até então, quando ameaçava com perguntas-bomba o presidente da República, sinalizando que ele tinha o caminho das pedras para tirá-lo do Planalto.

Derrubar dois presidentes em seguida seria a meta do homem-bomba.

Tudo indica que quem substituiu Joesley na missão de manter Cunha sob controle foi o próprio Temer, mantendo a tropa de choque de Cunha em postos-chave do governo, mantendo os cargos de seus protegidos e dando-lhe, como presente de Natal, a nomeação de Carlos Marun para a estratégica Secretaria de Governo, onde se localiza o cobiçado balcão de negócios.

Ou seja: colocando Cunha dentro do Palácio do Planalto.

E fazendo o que mais gosta.

Talvez por isso há quem suspeite que o ex-deputado não está preso. Não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.