Temer: um homem escravo do próprio medo

Tendo o segundo governo mais impopular da América Latina, Michel Temer foge das ruas como o diabo foge da cruz. O medo de ser vaiado e rechaçado nas ruas é grande, o que deixa o presidente apreensivo quanto ao seu comparecimento em eventos oficiais

Michel Temer
Michel Temer (Foto: Hélio Costa)
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Tendo o segundo governo mais impopular da América Latina, Michel Temer foge das ruas como o diabo foge da cruz. O medo de ser vaiado e rechaçado nas ruas é grande, o que deixa o presidente apreensivo quanto ao seu comparecimento em eventos oficiais.

Com medo de protestos, Temer não discursou (quase não participou) no velório coletivo das vítimas do desastre aéreo que matou vários jogadores e dirigentes da Chapecoense. Com medo de protestos, Temer tem evitado viajar pelo Brasil para inaugurar obras (a exemplo da maior mina do mundo, localizada no Estado do Pará). Com medo de provável ambiente de esquerda, Temer não participou do velório de Dom Paulo Evaristo Arns, cardeal, cujo trabalho pastoral foi destinado maiormente aos habitantes de periferia, trabalhadores e para defesa e promoção dos direitos humanos.

Ao digitar no Google as palavras "Temer Medo", você encontrará várias matérias evidenciando que Temer é, de fato, um homem covarde.

Seria cômico se não fosse trágico. Temer está nas planilhas da Odebrecht com o codinome "Sem Medo". Mas sem medo de que? De negociar às escondidas com o corrupto Marcelo Odebrecht e de pedir a ele R$ 10 milhões em benefício do PMDB? Só se for, porque sem medo de cumprir com suas obrigações enquanto político e estadista não é.

Tudo indica que Temer nada aprendeu com Dilma, talvez porque estivesse focado em derrubá-la. Pois a ex-presidente é conhecida e reconhecida por ser uma mulher forte, firme e corajosa. Frise-se: uma mulher de fibra, que nunca se escondeu para evitar vaias ou quaisquer outras modalidades de protesto.

Para se ter uma ideia, mesmo após ouvir gritos grosseiros e ignóbeis de "Ei, Dilma, vai tomar no...", na abertura da Copa do Mundo, a petista jamais deixou de representar o Brasil, seja dentro ou fora dele. Mesmo depois de ocorrer uma forte onda de protestos, principalmente no ano de 2015, e de ter adesivos para carros com uma montagem sua de pernas abertas, ela continuou a sair nas ruas, não tendo medo de dar sua cara a tapa. Até mesmo depois de ter sido massacrada pela grande mídia, de ter sido traída por seu vice (hoje presidente) e de sofrer um Golpe Parlamentar, ela perseverou de cabeça erguida para fazer "a mais firme, incansável e enérgica oposição" à Temer. Atitude totalmente esperada de quem, também, enfrentou o Golpe Militar de 1964.

Temer não é digno do cargo que ora ocupa! Pois, além de ser inelegível, impopular, golpista e ilegítimo, é também um frouxo, um covarde, que se esconde daquele que tem o dever de representar: o povo.

Fora, Temer!

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