Temer vai ganhar no TSE, mas ainda não ganhou a guerra

"A absolvição de Temer, que deverá ser utilizada com fins políticos para convencer o PSDB a não abandonar a pinguela do governo e manter-se de pé na luta contra a Globo, não significa que a sua campanha foi feita dentro da lisura exigida pelos cânones democráticos e ele é inocente, e sim que ele superou um de vários obstáculos na corrida pela sobrevivência de seu mandato, ameaçado pelas revelações de Joesley Batista e pelo vídeo em que seu amigo íntimo Rodrigo Rocha Loures aparece como 'homem da mala', para alguns e 'mula' para outros", diz o colunista do 247 Alex Solnik; "Temer vai ganhar essa parada, mas ainda não ganhou a guerra"

"A absolvição de Temer, que deverá ser utilizada com fins políticos para convencer o PSDB a não abandonar a pinguela do governo e manter-se de pé na luta contra a Globo, não significa que a sua campanha foi feita dentro da lisura exigida pelos cânones democráticos e ele é inocente, e sim que ele superou um de vários obstáculos na corrida pela sobrevivência de seu mandato, ameaçado pelas revelações de Joesley Batista e pelo vídeo em que seu amigo íntimo Rodrigo Rocha Loures aparece como 'homem da mala', para alguns e 'mula' para outros", diz o colunista do 247 Alex Solnik; "Temer vai ganhar essa parada, mas ainda não ganhou a guerra"
"A absolvição de Temer, que deverá ser utilizada com fins políticos para convencer o PSDB a não abandonar a pinguela do governo e manter-se de pé na luta contra a Globo, não significa que a sua campanha foi feita dentro da lisura exigida pelos cânones democráticos e ele é inocente, e sim que ele superou um de vários obstáculos na corrida pela sobrevivência de seu mandato, ameaçado pelas revelações de Joesley Batista e pelo vídeo em que seu amigo íntimo Rodrigo Rocha Loures aparece como 'homem da mala', para alguns e 'mula' para outros", diz o colunista do 247 Alex Solnik; "Temer vai ganhar essa parada, mas ainda não ganhou a guerra" (Foto: Alex Solnik)

Ninguém ainda leu seu voto, mas já é possível deduzir como os ministros vão votar e qual vai ser o placar final do julgamento pelo TSE da denúncia de abuso de poder econômico e político na eleição presidencial de 2014 da chapa vencedora, Dilma-Temer.

O resultado se cristalizou na manhã de hoje durante o debate que é central no julgamento: a validade da inclusão no processo de fatos relativos à Odebrecht, sob pretexto de que a petição inicial dizia respeito apenas à contaminação das contas de campanha por propinas oriúndas da Petrobrás.

Incluir ou não a Odebrecht é fundamental para a cassação ou absolvição de Temer, pois os mais robustos indícios contra ele foram trazidos ao processo por Marcelo Odebrecht e pelo marqueteiro João Santana.

Se as provas oriúndas de testemunhas da Odebrecht forem ignoradas não há do que acusar Temer.

Essa tese, de que a "fase Odebrecht" do processo tem que ser invalidada, criada pela defesa de Temer foi apoiada, na manhã de hoje, por três ministros: Admar Gonzaga, Napoleão Maia e Tarcisio Neto. O que significa que seus votos estão alinhados com a absolvição de Temer, não há o que discutir.

Além do relator, colocaram-se contra a tese da exclusão da Odebrecht os ministros Luiz Fux e Rosa Weber.

Em caso de empate, que é o que deve ocorrer, o voto de Minerva é do presidente Gilmar Mendes, que nunca esquece de mencionar que não está a fim de cassar ninguém – o que significa não cassar Temer, seu amigo particular, pois cassar ou não Dilma é absolutamente anacrônico, já que ela foi cassada pelo Congresso Nacional.

A absolvição de Temer, que deverá ser utilizada com fins políticos para convencer o PSDB a não abandonar a pinguela do governo e manter-se de pé na luta contra a Globo, não significa que a sua campanha foi feita dentro da lisura exigida pelos cânones democráticos e ele é inocente, e sim que ele superou um de vários obstáculos na corrida pela sobrevivência de seu mandato, ameaçado pelas revelações de Joesley Batista e pelo vídeo em que seu amigo íntimo Rodrigo Rocha Loures aparece como "homem da mala", para alguns e "mula" para outros.

Temer vai ganhar essa parada, mas ainda não ganhou a guerra.

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