Tentando afundar a Petrobras?

"Depois de defenestrar Silva e Luna, Jair Messias quis aboletar um bolsonarista feroz, Rodolfo Landim, na presidência do conselho da empresa", diz o jornalista

www.brasil247.com - Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Foto: Reuters)


Por Eric Nepomuceno, do Jornalistas pela Democracia

Poucos acontecimentos no governo do pior presidente da história são tão exemplares da capacidade de destruição – capacidade e, diga-se de passagem, obsessão – de Jair Messias do que o que está sendo feito com a Petrobras.

Primeiro ele fulmina, de maneira humilhante, o presidente da empresa, general da reserva Joaquim Silva e Luna. 

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Aliás, é impressionante como Jair Messias, que nunca passou de tenente enquanto esteve na ativa – só virou capitão quando foi defenestrado para a reserva – adora humilhar generais de pijama. E mais impressionante ainda é como todos os da ativa contemplam, inertes, essa humilhação em cascata.

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Voltando à situação da Petrobras: depois de defenestrar Silva e Luna, Jair Messias quis aboletar um bolsonarista feroz, Rodolfo Landim, na presidência do conselho da empresa. 

Não teve como: o próprio Landim, sabendo em que tipo de lodo está mergulhado desde que deixou, há séculos, a presidência da falecida BR Distribuidora, desistiu.

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Ao mesmo tempo Jair Messias quis instalar na presidência da Petrobras um conhecidíssimo lobista chamado Adriano Pires, que se apresenta como consultor de empresas.

De novo, não deu: o escolhido está metido até o nariz em empresas concorrentes da Petrobras.

Os dois têm um ponto em comum: entendem de petróleo. Mas todos os outros pontos em comum fariam com que seus nomes fossem irremediavelmente rejeitados pelo organismo interno da Petrobras destinado justamente a aprovar indicados para cargos de confiança e de comando.

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Houve um terceiro convidado, Decio Oddone, que chegou a presidir a ANP – Agência Nacional de Petróleo – e, portanto, entende, e muito, do riscado. 

Pois ele também recusou. Entre outros motivos para a recusa: Oddone preside uma empresa de óleo de gás, ou seja, seria incompatível para o cargo.

Não se trata apenas de mais uma lambança de Jair Messias. Deixar a Petrobras à deriva é bem mais sério que isso: é ameaçar a empresa num momento delicado. 

É outra aberração de alguém que, mais que um sem-noção incompetente, é um desequilibrado sem remédio.

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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