Tiraram o sorriso do Brasil

"O neofascismo implantado pelo bolsonarismo tem a cor do terror", diz o colunista Hayle Gadelha, após a menina Ághata, de 8 anos, ser morta pela polícia do Rio. "Ághata foi a quinta criança assassinada covardemente este ano pela polícia do Rio! É uma das 16 crianças baleadas em operações policiais", destaca

Jair Bolsonaro e a menina Agatha
Jair Bolsonaro e a menina Agatha (Foto: Marcos Corrêa/PR | Reprodução)
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Cada dia que passa o Brasil está mais triste, perdeu sua cor, não sabe mais o que é sorrir. O neofascismo implantado pelo bolsonarismo tem a cor do terror. É a volta ao mundo das trevas.

Dilma cobra da ONU providências e denúncia mundial contra "a política de extermínio adotada no Brasil", e está certíssima. O fascismo tomou de assalto o nosso país. Como Dilma diz, "esta morte chocante tem vários autores, tão ou mais culpados do que o policial que executou o disparo de fuzil. São as autoridades estaduais e federais que apoiam e incentivam ações violentas das forças de segurança e das milícias contra a população pobre moradora das favelas".

Ághata foi a quinta criança assassinada covardemente este ano pela polícia do Rio! É uma das 16 crianças baleadas em operações policiais. Pior: está longe de ser a última vítima infantil da política de extermínio praticada por determinação, incentivo ou leniência das autoridades. Poderia ser a filha de qualquer um de nós. Poderia ate mesmo ser a filha de um PM.

Dilma lembra que a população grita nas redes sociais que “a culpa é do Witzel”, e é claro que ele tem imensa fatia de culpa. É o governador do ódio. Como ela diz, ele “deve ser responsabilizado, porque é um homem de atitudes sociopatas, que estimula, defende e comemora ataques indiscriminados da polícia contra a população. Que já celebrou a morte aos pulos e com punhos cerrados”. Mas Dilma lembra que há outros culpados que não podem ser esquecidos: “a impunidade do poder paralelo das milícias, que assassinou Marielle Franco; a impunidade dos policiais violentos que atiram a esmo e acertam crianças e adultos nos bairros pobres; e a responsabilidade de todas as autoridades federais incentivadoras da violência policial e que difundem preconceito, desprezo e ódio contra pobres e negros”.

E Dilma conclui: “o mandante do assassinato de Ághata é o neofascismo que está no poder”. Desde o Planalto até as favelas do Rio, o neofascismo de Bolsonaro está trucidando o sorriso do Brasil.

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