Três toques

Ungido com óleo na cabeça, o presidente ouviu de Macedo que ele “vai arrebentar! Vai arrebentar!”. Resta saber com quem mais. Porque, com o povo, ele já arrebentou

(Foto: Marcos Corrêa - PR)
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Vai arrebentar!

O Templo de Salomão, tradicional reduto do charlatanismo neo pentecostal brasileiro, recebeu uma ilustre visita. O síndico de Brasília, Jair Bolsonaro, foi ao santuário de Edir Macedo para ser consagrado pelo mesmo. Chamado ao altar pelo seu mais novo guru espiritual, Bolsonaro foi saudado pelos fiéis e prostrou-se de joelhos para receber a benção do sumo sacerdote daquele lugar. Que revestido da autoridade que Deus lhe deu, segundo ele, destruía ali todo mal e todos os mal feitores, principalmente, da imprensa, que tramam contra a vida do atual “mandaotário” do país. Ungido com óleo na cabeça, o presidente ouviu de Macedo que ele “vai arrebentar! Vai arrebentar!”. Resta saber com quem mais. Porque, com o povo, ele já arrebentou. E alguém se pergunta: “Cadê aquela mulher que empurrou o Padre Marcelo de cima do altar, quando a gente mais precisa dela?”

Quem é Queiroz, sempre aparecesse. 

Ao contrário do que insinuou o deputado debutante, Alexandre Frota, Queiroz é vivo. Foi visto vagando, careca e serelepe, pelas ruas do modesto bairro do Morumbi, em São Paulo. O bairro fica próximo ao Hospital Albert Einstein, onde o assessor cítrico do filho número 1 do presidente, continua o seu tratamento médico. A descoberta do paradeiro do maior vendedor de carros usados do Brasil, deu-se pela revista “Veja”, o que deve ter provocado algum constrangimento na P.F, que “investiga” o seu envolvimento num esquema de lavagem de dinheiro, supostamente comandado por Flávio Bolsonaro. Segundo a “Veja”, uma pessoa próxima à Queiroz revelou que a sua saúde anda bem debilitada, apesar de ele estar saindo às ruas sem o menor constrangimento. O que comprova o ditado que diz que: “Laranja madura na beira da estrada, ou tá podre ou tá bichada” Desejo que Queiroz se recupere bem e prontamente. Afinal, ele é um arquivo vivo. Quase um patrimônio da corrupção nacional. Deveria ser tombado. Culturalmente falando. Tá ok?

Cocô e perfume francês. 

A deselegância de Bolsonaro, fazendo piada com a aparência física da primeira dama francesa, é típica do seu estilo. Não deveria haver espanto em algum, em vê-lo falar bobagens, uma vez que elas são inerentes ao seu raciocínio. O que deveria ter sido motivo de estranheza, foi o apoio massivo recebido pelo direitista francês, por parte da esquerda brasileira. É claro, que por trás de tanta solidariedade a Macron e sua esposa, há uma repulsa naturalmente justificável, pela figura do nosso presidente. A questão é que Macron, é uma espécie de Bolsonaro de banho tomado. Ambos são capitalistas ao extremo e não hesitam em tirar do povo, para abastecer os cofres públicos. Uma prova disto, é que o governo de Macron tem alto índice de reprovação popular, devido as suas reformas econômicas, que, entre outras medidas, aumentou o imposto sobre preço dos combustíveis, provocando a maior onda de protestos populares, desde 1968. Enquanto Bolsonaro é um inepto para o cargo que ocupa, Macron é um dissimulado. Seu interesse pela Amazônia, não é filantrópico. É capitalista. Assim como o atual governo brasileiro, que promove um desmatamento no local, em nome do “progresso”.  Sinceramente, ambos se merecem. Se já é um absurdo, sugerir que se faça cocô dia sim, dia não, para preservar o ambiente, imagina acreditar que é possível combater as queimadas na maior floresta tropical do mundo, com borrifadas de perfume francês.

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