TV Cultura “herda” programa da TV Brasil

"No próximo sábado estreia na TV Cultura de São Paulo o programa “Papo de Mãe”. Bom para a TV Cultura, bom para os telespectadores paulistas e para as produtoras-apresentadoras Mariana Kotscho e Roberta Manreza. Triste para a TV Brasil, que com a MP de Temer, baixada na sexta-feira passada, deixa de ser uma TV Pública", diz a colunista Tereza Cruvinel; "O programa foi cortado da grade da TV Brasil sob o argumento de que era caro mas ficou no ar a suspeita de uma relação com o sobrenome de Mariana. Seu pai, Ricardo Kotscho, foi secretário de imprensa de Lula e é crítico do golpe e do atual governo", afirma a jornalista

"No próximo sábado estreia na TV Cultura de São Paulo o programa “Papo de Mãe”. Bom para a TV Cultura, bom para os telespectadores paulistas e para as produtoras-apresentadoras Mariana Kotscho e Roberta Manreza. Triste para a TV Brasil, que com a MP de Temer, baixada na sexta-feira passada, deixa de ser uma TV Pública", diz a colunista Tereza Cruvinel; "O programa foi cortado da grade da TV Brasil sob o argumento de que era caro mas ficou no ar a suspeita de uma relação com o sobrenome de Mariana. Seu pai, Ricardo Kotscho, foi secretário de imprensa de Lula e é crítico do golpe e do atual governo", afirma a jornalista
"No próximo sábado estreia na TV Cultura de São Paulo o programa “Papo de Mãe”. Bom para a TV Cultura, bom para os telespectadores paulistas e para as produtoras-apresentadoras Mariana Kotscho e Roberta Manreza. Triste para a TV Brasil, que com a MP de Temer, baixada na sexta-feira passada, deixa de ser uma TV Pública", diz a colunista Tereza Cruvinel; "O programa foi cortado da grade da TV Brasil sob o argumento de que era caro mas ficou no ar a suspeita de uma relação com o sobrenome de Mariana. Seu pai, Ricardo Kotscho, foi secretário de imprensa de Lula e é crítico do golpe e do atual governo", afirma a jornalista (Foto: Tereza Cruvinel)
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No próximo sábado estreia na TV Cultura de São Paulo o programa “Papo de Mãe”. Bom para a TV Cultura, bom para os telespectadores paulistas e para as produtoras-apresentadoras Mariana Kotscho e Roberta Manreza. Triste para a TV Brasil, que com a MP de Temer, baixada na sexta-feira passada, deixa de ser uma TV Pública.

Mariana e Roberta idealizaram idealizaram o programa e a TV Brasil contratou sua exibição ainda quando eu presidia a empresa. Se não me engano, foi lançado em 2010 e era distribuído para toda a rede pública de televisão, composta por emissoras educativas e públicas que reproduziam programas da TV Brasil. Nos poucos dias em que presidiu a empresa, durante a intervenção do Governo Temer em maio, Laerte Rímoli acabou com vários contratos de profissionais e de programas, entre eles o de “Papo de Mãe”. Foram extintos também os contratos de compartilhamento de programação com estas emissoras, extinguindo-se uma rede formada com esforço dos gestores da EBC, de todas elas e da Abepec, associação que as representa. Um velho sonho virou pó com um sopro autoritário.

Mariana Kotscho e Roberta Manreza apresentaram, nestes últimos anos, um programa sem similar em emissoras privadas, em que abordavam, com convidadas e convidadas, aspectos importantes da vida em família e da arte de educar filhos nas diferentes fases de evolução: quando são bebês, quando se tornam crianças na primeira e na segunda infância, quando entram na adolescentes. Mães (e também pais), avós, educadores (as), psicólogos (as) e outros profissionais passaram pelo “Papo de Mãe” compartilhando experiências e conhecimento. Um programa relevante, próprio de TVs públicas.

O programa foi cortado da grade da TV Brasil sob o argumento de que era caro mas ficou no ar a suspeita de uma relação com o sobrenome de Mariana. Seu pai, Ricardo Kotscho, foi secretário de imprensa de Lula e é crítico do golpe e do atual governo. Da mesma forma, o corte de ABZ do Ziraldo, uma das atrações da melhor grade infantil da TV brasileira, não teve nada a ver com seu conteúdo, essencialmente lúdico,  mas pode ter tido com o nome de seu produtor-apresentador.

Outros bons programas devem ser cortados da grade da TV Brasil. Afinal, com a MP que está em vigor,  acabou a TV Pública federal e a própria comunicação pública como objeto principal da EBC. Ricardo Melo continua na presidência por força de uma liminar mas os fundamentos da empresa foram desfigurados pela medida. Sem conselho curador, sem mandato para o presidente, sem garantia de independência em relação ao governo federal, a EBC volta a ser apenas uma empresa de comunicação governamental. Felizmente, a TV Cultura herdou “Papo de Mãe”.

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