Um balanço de 2013

O ano de 2013 foi um ano atípico para os brasileiros, pois nele aconteceram fatos históricos que colocaram o País no cenário mundial de diversas maneiras

O ano de 2013 foi um ano atípico para os brasileiros, pois nele aconteceram fatos históricos que colocaram o Brasil no cenário mundial de diversas maneiras, seja pela política, pela economia, pelo turismo e pelos grandes eventos. Tivemos momentos positivos e negativos que culminou em diversos fatos que chamaram a atenção do mundo causando um furor parecido com a chegada de um tsunami.

A realização da Copa das Confederações trouxe, por um lado, a alegria de o Brasil tê-la conquistado, em um evento chamado de teste final pela FIFA na preparação do Mundial de 2014, e, por outro lado, a maturidade de uma juventude que foi às ruas protestar contra a falta de investimentos governamentais para a realização do mundial, que até o momento só apresenta os estádios prontos, que, por sinal, será o palco principal do evento. E a tristeza dessa mesma juventude que foi às ruas exercer o pleno direito democrático reivindicando investimentos em hospitais públicos, escolas, saneamento básico, e infraestrutura de mobilidade urbana, através de atos de vandalismo capitaneados pelos black blocs, destruindo tudo que via pela frente.

Diante da incompetência dos governos no âmbito federal, estadual e municipal o Brasil perde a grande oportunidade de dar um salto de 10 anos em sua infraestrutura, modernizando as cidades sedes deixando um legado físico para as gerações futuras.

Logo após esses episódios veio a Jornada Mundial da Juventude, que trouxe ao Brasil milhares de jovens para discutir as questões sobre a fé católica, para conhecer melhor a doutrina católica e para construir pontes de amizade e esperança entre continentes, povos e culturas, além de compartilhar entre si a vivência da espiritualidade. Contando com a presença do novo Papa Francisco, que ganhou a simpatia de toda população brasileira pela sua serenidade, senso de justiça e consciência política e espiritual. Ganhou o país que apareceu para o cenário internacional durante uma semana através da mídia espontânea, atingindo a atenção de milhões de telespectadores.

Ponto positivo para o Judiciário, através do implacável Barbosão, que apesar dos protestos dos petistas, colocou os mensaleiros na cadeia. Pelo menos dessa vez os assaltantes do erário foram para trás das grades. Existem outros, com certeza, mas é preciso que as denúncias cheguem até o supremo para que eles sejam processados, julgados e presos. O resto é choro de quem achou que iria ficar impune.

Tivemos também um resgate histórico que marcou o cenário político brasileiro, que foi esclarecer a morte de dois ex-presidentes: João Goulart e Juscelino Kubitschek. O primeiro exumado após 37 anos de sua morte para provar de fora envenenado ou não e dar-lhe um enterro digno de chefe de estado. O segundo, após apurações mais contundentes, a verdade sobre seu assassinato finalmente apareceu. Para quem não lembra ambos morreram em 1976. Esse episódio não poderia passar em branco, apesar de eu ler muitos comentários como: "pra que desenterrar um homem que morreu há anos e gastar tato dinheiro fazendo um funeral?". Para esses incautos esclareço que isso é história e não podemos perder a memória do nosso país.

Economicamente falando, o fiasco do pibinho se repetiu e o Brasil não crescerá mais que 1,5%, devido a inabilidade do governo em investir e atrair investimentos internacional, só se preocupando em gastar dinheiro na farra do empreguismo e assistencialismo. A dívida pública do país chega ao final desse ano com um déficit de mais de R$ 2 trilhões, o que é um recorde. Recorde também é a arrecadação de impostos que ultrapassará a casa de R$ 1,6 bilhões.

Por outro lado o Brasil desponta comoo país que tem a maior carga tributária entre os BRICS, com 36,42% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 23% da Rússia, 20% da China, 13% da índia e 18% da África do Sul. A média da carga dos BRICS é de 22%, excluindo o Brasil cairia para 18%. Não aguentamos mais tantos impostos sem o retorno.

Por fim, o Brasil, em especial Salvador e a Bahia, foram colocados novamente no cenário internacional atraindo bilhões de olhares quando da realização do FINAL DRAW, o sorteio final dos grupos para Copa do Mundo da FIFA 2014. Mais uma vez Salvador mostrou porque está preparada para receber grandes eventos, que teve a organização elogiada pelo comitê gestor da FIFA.

Infelizmente nem tudo são flores. Esta semana a CNN postou uma matéria enfocando o grande número de assassinatos que ocorrem no Brasil, por conta da violência urbana e tráfico de drogas. Mas isso não irá denegrir a imagem do Brasil, porque assassinatos, assaltos ocorrem na grande maioria dos países do mundo, o que temos que fazer é investir mais em educação para que os jovens não corram para o mundo do crime. O resto é dor de cotovelo porque o Brasil será capaz de realizar a melhor Copa do Mundo.

Não poderia deixar passar em branco as festas de final de ano, e parabenizar a prefeitura de Salvador por estar organizando o maior réveillon do Brasil, com quatro dias de shows e dezoito atrações, e o melhor com as atrações sendo pagas pela iniciativa privada (patrocinadores). Esse ano o Brasil recebeu a turista número 6 milhões, que por sinal foi uma argentina, quebrando a barreira dos atuais 5,5 milhões que perdurava por longos dez anos.

Que depois desses eventos mais turistas possam descobrir o Brasil, especialmente a Bahia – terra de magia e encantos mil, que possui o povo mais hospitaleiro e alegre deste país, causando uma certa inveja a muitos – e ultrapassar a marca de 10 milhões de turistas/ano.

UM FELIZ NATAL E UM ANO DE 2014 PRÓSPERO E DE SUCESSO!! AXÉ!

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