Um político chamado Gilmar Mendes

Em qualquer dos dois tribunais que precise atuar com o seu notório saber jurídico, Mendes comporta-se como uma espécie de líder da oposição

Em qualquer dos dois tribunais que precise atuar com o seu notório saber jurídico, Mendes comporta-se como uma espécie de líder da oposição
Em qualquer dos dois tribunais que precise atuar com o seu notório saber jurídico, Mendes comporta-se como uma espécie de líder da oposição (Foto: Robert Lobato)
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O senhor Gilmar Mendes exerce o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), altas cortes judiciárias do país.

Em qualquer dos dois tribunais que precise atuar com o seu notório saber jurídico, Mendes comporta-se como uma espécie de líder da oposição. Mas na última sessão do TSE, desta semana, o doutor foi além do papel de ministro oposicionista e adotou uma postura próxima a dos mais entusiastas dos golpistas tipo Aécio e Caiado.

É que o TSE havia suspendido a votação sobre a abertura ou não das ações que e pedem a cassação da chapa que elegeu a presidente Dilma Rousseff e o vice Michel. As ações, como não podia ser diferente, é de autoria do PSDB.

Pois bem. Gilmar Mendes votou a favor da abertura dos processos com uma declaração que ganhou post especial no blog do jornalista Reinaldo Azevedo – um dos poucos aloprados do PIG que ainda defende o impeachment da presidente. Disse Mendes:"a obrigação do TSE é evitar a continuidade desse projeto, por meio do qual ladrões de sindicato transformaram o país num sindicato de ladrões".

Como se vê, um declaração que cairia muito bem para os Aécios e Caiados da vida quando no uso da tribuna do Senado ou trepados nos palanques das campanhas eleitorais, mas extremamente inapropriada para um ministro do STF e do TSE.

Mas quem disse que Gilmar Mendes se importa com isso?

Ele não é ministro.

É um político de toga.

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