Um presidente de pijamas

"Enquanto isso, o presidente de pijamas, derrotado e desmoralizado, conta os dias para se tornar réu em primeira instância"

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(Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)


O silêncio do presidente Jair Bolsonaro funciona como apito de cachorro para aqueles que estão acampados pelo país à espera do código fonte. Paralelo a isso, uma fake news viraliza nos contatos bolsonaristas afirmando que o ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), avisou que não irá entregar o código fonte das urnas por medo de ser preso. 

Esse pessoal, que fica ‘enchendo o saco’ dos militares nos portões dos quartéis, não sabe que o acesso ao código fonte das urnas e a todos os programas do sistema eletrônico de votação foi aberto pelo TSE com um ano de antecedência do pleito.  

Partidos políticos e entidades interessadas em inspecionar o código e os programas puderam fazê-lo entre outubro de 2021 e setembro de 2022. O Ministério Público Federal, a Controladoria Geral da União, Universidades e a Polícia Federal também fizeram inspeção no código fonte. As Forças Armadas tiveram acesso ao código dia 3 de agosto. 

O relatório das Forças Armadas diz, sem apresentar provas, que não descarta a possibilidade de um código malicioso afetar o funcionamento das urnas, embora tenha confirmado o resultado proclamado pelo TSE. 

Toda essa articulação tem como finalidade jogar dúvidas sobre a legalidade do pleito a fim de manter a bozolândia acordada e articulada como se representasse ‘a vontade do povo’, garantindo a atmosfera de golpe até o dia da posse do Presidente eleito.  

O deputado Eduardo Bolsonaro, líder da ocupação das ruas pelos manifestantes bozoafetivos acampados na chuva, no frio, utilizando banheiros químicos sujos e passando vergonha, foi para o Catar assistir a Copa com a família.  

O que a sociedade terá de fazer para amparar essa gente atordoada e abobada depois de primeiro de janeiro? Enquanto isso, o presidente de pijamas, derrotado e desmoralizado, conta os dias para se tornar réu em primeira instância. 

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