Um professor contra a opressão - acorda, Rio!

A educação é o caminho preciso para que haja um desenvolvimento pleno para todas e todos, e de forma permanente

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(Foto: Ag, Brasil)


A educação é o caminho preciso para que haja um desenvolvimento pleno para todas e todos, e de forma permanente. O cerceamento dos ideais de muitos em benefício de poucos, faz nascerem bolhas de sucesso artificial e financeiro para uma casta planejada pelo segmento mercadológico que tenta se impor como coerente, por exemplo; os youtubers, podcasters, e toda sorte de "influenciadores" digitais que enriquecem. A alienação, sempre existiu, porém nesta pós-modernidade ainda espetacular e consumista, ela está se superando, os expectadores e espectadores viraram zumbis comensais de dancinhas e outras superficialidades em stories de Instagram, Facebook e outras redes de pessoas públicas, que fazem da sua vida familiar com filhos, cachorros e receitas alimentares “a nova melhor ou pior novela global”. Sim, estão trocando (audaciosamente) seis por meia dúzia. E o professor e o aluno brasileiro continuam comendo o pão que o diabo amassou, sob o comando de um processo acadêmico que exclui mais do que inclui. Afinal, um professor que recebe o piso de pouco mais do que o salário-mínimo, apesar de sua proficiência, ao exercer seu nobre ofício, sempre vê seu “ibope” ser menor do que o  da dancinha, ou hit da hora: "Ela só quer socadão, sentadinha e rebolada...".

E aí deixo aqui o questionamento: “será que é do interesse público privilegiado ouvir letras de 'músicas" para lá de malvadas em relação a alta cultura professoral? ser ou estar advogado, médico, professor, jornalista, ainda é um sonho de consumo para o brasileiro, que nasceu no berço da desigualdade, e acredita que a Escola é a casa da equidade social!

Através dos decênios, o populismo no poder vem embaçando os olhos de quem não tem sequer a possibilidade de vislumbre de horizontes felizes com a tempestade de areia da alienação, que deseduca. São milhões de brasileiros que apenas portam o documento chamado título de eleitor, que para muitos é apaixonante e (incipiente) poder. 

 Há um embrutecimento do povo, que quando lê o que está a seguir, já não consegue nem se indignar; notícia do Uol, em 22/09/22: “Cláudio Castro, governador em exercício do Rio, nomeou hoje como assessor especial da Casa Civil o ex-deputado estadual André Lazaroni (MDB), que é investigado por suposta participação em esquema de corrupção envolvendo a Organização Social Instituto Lagos Rio. A nomeação foi publicada no Diário Oficial e confirmada pelo governo do RJ. O MP-RJ (Ministério Público do Rio) investiga a ligação entre o político e Sildiney Costa, fornecedor e ex-diretor da OS preso em junho em uma operação que apurou desvios de até R$ 9 milhões na gestão de hospitais da rede estadual e de unidades de pronto-atendimento... Já o candidato Marcelo Freixo, professor, e hoje deputado federal, se eleito governador, nunca poderá esquecer que a história é a ciência dos homens no tempo, como disse o grande historiador Marc Bloch. 

“O amanhã precisa de uma chance. A colonialidade é um fato. O nosso povo padece deste mal há séculos. Por isso fica fácil manipular pensamentos, e atitudes. É triste saber que um povo apenas sobrevive. Não tendo direito a viajar, estudar, ler e opinar. A representatividade no campo político partidário gerou e continua gerando riqueza e poder para aqueles que "comandam" nas três esferas do Poder instituído. E a população que fica na base da pirâmide continua acorrentada." Acorrentada às idolatrias e deseducação, as pessoas são oprimidas pelo descaso do grande maquinário que engana e falseia a verdade da cruel DESIGUALDADE: o verdadeiro imperialismo”. Valéria Guerra Reiter

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