Uma aula de história diante dos nosso olhos

Agora como farsa, mas uma farsa cruel, a história está se repetindo à frente de nossos olhos, com seu cortejo de apodrecidos meios de comunicação, militares ansiosos por dar alguma função a seu treinamento, e justamente contra o povo que os arma e lhes paga, juízes ansiosos para estar do lado vencedor e pessoas comuns, aquelas “de bem”, apoiando o “retorno imediato à ordem”

Agora como farsa, mas uma farsa cruel, a história está se repetindo à frente de nossos olhos, com seu cortejo de apodrecidos meios de comunicação, militares ansiosos por dar alguma função a seu treinamento, e justamente contra o povo que os arma e lhes paga, juízes ansiosos para estar do lado vencedor e pessoas comuns, aquelas “de bem”, apoiando o “retorno imediato à ordem”
Agora como farsa, mas uma farsa cruel, a história está se repetindo à frente de nossos olhos, com seu cortejo de apodrecidos meios de comunicação, militares ansiosos por dar alguma função a seu treinamento, e justamente contra o povo que os arma e lhes paga, juízes ansiosos para estar do lado vencedor e pessoas comuns, aquelas “de bem”, apoiando o “retorno imediato à ordem” (Foto: Luiz Cláudio Machado dos Santos)

Muitas vezes, ao longo da década de 1970 e 1980, me perguntei como a geração dos meus pais foi capaz de aderir e, mais que aderir, de participar ativamente através de mobilizações de rua e outras ações, do golpe militar de 1964.

Após anos de ditadura, de sufocamento das liberdades, de torturas e de mortes, parecia absolutamente inacreditável que na origem do movimento pessoas normais, com as quais convivíamos, frequentávamos, enfim, “pessoas educadas e de bem”, pudessem ser também responsáveis por toda a tragédia que havia se abatido sobre o país.

Infelizmente, agora como farsa, mas uma farsa cruel, a história está se repetindo à frente de nossos olhos, com seu cortejo de apodrecidos meios de comunicação, militares ansiosos por dar alguma função a seu treinamento, e justamente contra o povo que os arma e lhes paga, juízes ansiosos para estar do lado vencedor e pessoas comuns, aquelas “de bem”, apoiando em seus almoços dominicais o “retorno imediato à ordem”.

Após anos de ódio destilado pela mídia venal, algo em torno da metade da população brasileira, segundo as pesquisas recentes, entende que o presidente Lula deve ser preso posicionando-se, ainda que de maneira bastante heterogênea, no campo hegemonizado pelo pensamento protofascista. Parte deles, “pessoas de bem”, candidatos a um arrependimento sem grandes traumas no futuro distante.

O país está dividido e qualquer solução virá por um dos campos sujeitando o outro, seja pela força da mobilização popular, seja pela força das armas. Nenhuma solução virá pela via da normalidade institucional da democracia burguesa e, como vimos ontem, a força será usada por “aproximações sucessivas” até que o objetivo dos golpistas esteja garantido. Os que estão no comando dos partidos e organizações populares tem o dever de chamar à luta, pela defesa da democracia, seus milhares de adeptos e simpatizantes, do contrário continuaremos a assistir uma aula de história diante de nossos olhos, com seu conhecido cortejo liberticida de horrores, de torturas e de mortes.

Permitiremos que nossos filhos, décadas depois, se perguntem como deixamos, nós, “pessoas de bem”, a liberdade morrer?

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