Uma câmera na mão e a coragem na veia

A vida humana dos oprimidos não importa, e o gangsterismo do passado é fichinha perto do fascismo midiático e classista que habita entre nós

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(Foto: Roberto Parizotti/Fotos Públicas)


Minha homenagem hoje vai para dois brasileiros corajosos: Lula aniversariante e guerreiro do povo, e o cinegrafista que não se rendeu à força poderosa de políticos e mídias comprometidos com  artimanhas e falácias.

O caso Paraisópolis realmente precisa ser pesquisado e investigado milimetricamente.

Aliás, é lamentável como o curso da história vem sendo mexido e remendado pela ação nociva de mãos e mentes humanas, que quando objetivam o poder e o dinheiro não medem os esforços para conquistarem sua meta.

Uma família enlutada, três crianças órfãs de pai; e ficará por isso mesmo?

Que país é este com sua política nefasta...que desconhece o valor humano?

Campanha política fake. Salve-se quem puder. Assédio social e trabalhista do voto. Sim, estamos em um cenário de bolhas, onde o povo torna-se público, como disse o bom Lima Barreto. O espetáculo no palco neoliberal vem hipnotizando e matando gente.

Dizer a verdade - para alguns – no futuro poderá ser uma ação punida com a pena capital. Há estúdios jornalísticos vivendo na lama da ilegitimidade como se fosse o show de Truman.

A vida humana dos oprimidos não importa, e o gangsterismo do passado é fichinha perto do fascismo midiático e classista que habita entre nós.

Leia o trecho e reflita: “O repórter-cinematográfico Marcos Andrade, da Jovem Pan, concedeu uma entrevista à Folha de S. Paulo, em que denunciou a campanha do candidato bolsonarista Tarcísio de Freitas, que preparou uma farsa em Paraisópolis para que o candidato vendesse a falsa narrativa de que teria sido vítima de um atentado quando fez campanha na região”

Marcos não se deixou intimidar e não apagou o vídeo... transbordou coragem.

#ValReiterjornalismohistórico

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